quarta-feira, 3 de junho de 2020

Estreia da Honda nas corridas de motos foi no Brasil

Pode parecer estranho que uma marca de motocicletas recém fundada decidisse participar de sua primeira competição internacional exatamente do outro lado do mundo, em vez de se inscrever em disputas não tão distantes e dispendiosas. Contrariando a lógica, a japonesa Honda desembarcou no Brasil em 1954 para disputar no autódromo de Interlagos, sua primeira corrida de motos fora do Japão, em um festival de velocidade em comemoração ao IV Centenário da cidade de São Paulo.

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As dificuldades de uma fábrica ainda embrionária, da enorme distância, do idioma e de recursos, representaram um elevado preço e sacrifício, mas não foram esquecidas. O modelo R125, a primeira das motos de competição da Honda a acelerar internacionalmente, está eternizada em sua história no espetacular museu da marca, no complexo do autódromo Twin Ring Motegi, no Japão.

antigas motos honda de corrida

Hoje, a marca instituída em 24 de setembro de 1948 por Soichiro Honda é a maior produtora de motos do planeta, ultrapassando 400 milhões de unidades fabricadas acumuladamente até 2019, com 35 plantas em 21 países de todos os continentes, incluindo o Brasil, que já industrializou mais de 25 milhões de unidades desde 1976.

Soichiro, desde o início, tinha convicção de que as competições nas pistas são a melhor vitrine e o mais eficiente laboratório para o rápido desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias, posteriormente transferidas para seus produtos de rua, além de um lema sempre perseguido e incorporado pelo marketing “vencer no domingo, para vender na segunda”.

soichiro honda fundou marca que fabrica carros e motos
Soichiro Honda, o fundador da marca nipônica

Travessia

A ideia de participar de sua primeira competição internacional partiu de um convite da Federação Paulista de Motociclismo e do Departamento de Esportes do Estado para a Federação Japonesa, com um apetitoso atrativo extra. Parte das despesas dos candidatos selecionados no Japão seria coberta pelos promotores, custeando o transporte.

Porém, havia um grande problema: a moto para a competição, simplesmente ainda não existia. Além disso, as principais marcas, equipes e pilotos do mundo à época confirmaram presença nas provas das categorias 125, 250, 350 e 500 cm3, elevando o nível da disputa para uma “estreante” no exigente traçado da pista de Interlagos.

Já pensando na futura visibilidade mundial que as competições dariam à marca, além do “sonho” de participar e vencer o badalado Tourist Trophy, com 60 km de extensão e 256 curvas entre vilas e montanhas na Ilha de Man, entre a Inglaterra e a Irlanda (que fazia parte do Campeonato Mundial de Motovelocidade), o japonês aceitou o convite assim mesmo.

Dessa forma, o Brasil seria o início do laboratório global de competições internacionais da Honda. Para pilotar a moto que ainda seria fabricada, Soichiro selecionou o funcionário e piloto de testes Mikio Omura, então com 21 anos, que tinha como experiência apenas provas locais na terra, dirt track. Como engenheiro e mecânico, acompanharia ao outro lado do mundo, Toshiji Baba, recém formado, com 23 anos. Entretanto, surgiria mais um revés.

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Quando confirmaram a participação, o prazo de inscrição havia vencido e os organizadores não mais poderiam bancar todas as despesas de transporte, inviabilizando a viagem. Contudo, a marca de motocicletas Meguro (posteriormente adquirida pela Kawasaki) igualmente convidada, topa ir para o Brasil, dividindo as despesas, para disputar a prova com uma moto 250, pilotada por Katsushiro Toshiro.

Sonho de metal

Em um arranjo de última hora, a organização custeia o transporte de um piloto, que seria reforçado pela premiação de largada, diluindo os custos. Com parte dos problemas resolvidos, a Honda parte para montagem da motocicleta. Sem muito tempo para testes, o modelo escolhido para servir de base para a montagem da moto de competição é um exemplar Dream de série, que tem como significado “Sonho”.

Na linha de produção, a Dream D é a primeira motocicleta Honda, em 1949, com o nome “Sonho”, equipada com motor de um cilindro do tipo dois tempos. Até então, a Honda produzia bicicletas motorizadas. Como Soichiro não apreciava os motores do tipo dois tempos, logo depois veio a Dream E de 1951, com motor do tipo quatro tempos OHV, com 5,5 cv de potência, que foi a escolhida para ser a base.

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Modelo Dream E que serviu de base para a R125

Para competir, entretanto, o quadro estampado dos modelos D e E era pesado e inadequado. A solução foi construir um quadro tubular e adaptar o motor do tipo quatro tempos da Dream E de 150 cm3, reduzido para 125 com leve diminuição do curso do pistão, e se adequar na categoria escolhida para a estréia no estrangeiro.

Desta forma, surgia o inédito modelo batizado de R125, com suspensão dianteira bem rudimentar, com paralelogramos e a traseira simplesmente inexistente, como as “rabo duro” Dream D e E.

Além disso, a posição de pilotagem era mais apropriada para o fora de estrada, herdada das experiências no dirt track das pistas de terra batida do Japão pós-guerra, com guidão mais largo, rodas maiores e piloto mais alto, sem nenhuma carenagem para melhorar a aerodinâmica.

Perrengue

Com orçamento curto e tempo escasso para despachar as motos de navio, a solução foi levar os modelos desmontados como bagagem pessoal no avião. Antes de embarcar em 13 de janeiro de 1954, o conselho de Soichiro Honda para o piloto Omura e o engenheiro Baba foi de não se preocuparem com o resultado, mas em completar a prova “de qualquer maneira, custe o que custar”.

A viagem de Tóquio no Japão a São Paulo no Brasil, com aviões a hélice e muitas escalas e conexões, demoraria longos seis dias. Quando desembarcaram no aeroporto de Congonhas em um voo da Air France, a imprensa e a colônia japonesas estavam à espera, o que de certa forma aumentava a pressão por resultados, apesar da orientação dada antes da partida do outro lado do mundo.

Porém, como analisou a Gazeta Esportiva da época, “a falta de intercâmbio prejudica o progresso do esporte motorizado nipônico”, revelando a cautela dos entrevistados, que, sem saber, começavam a escrever a história.

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Reportagem sobre o desembarque da delegação japonesa

Para não correr o risco de danificar a moto e as poucas peças de reposição incluídas na bagagem e, consequentemente, não cumprir as ordens expressas de Soichiro em terminar a prova, o engenheiro Baba e o piloto Omura, com ajuda da colônia japonesa, conseguiram uma motocicleta inglesa AJS 250 emprestada para treinar e conhecer os oito quilômetros de extensão da pista paulistana.

Pilotagem no antigo autódromo de Interlagos

O autódromo, batizado de Interlagos por estar entre as represas de Billings e Guarapiranga, foi inaugurado há 80 anos, em 12 de maio de 1940, exatamente com uma competição de motos, e localiza-se em uma área de cerca de um milhão de metros quadrados, dentro de uma “bacia” que proporciona uma visão quase completa de todo o traçado.

Com sentido anti-horário, tinha 16 retas e 15 curvas de todos os tipos. De baixa velocidade, de alta, de altíssima, em subidas e descidas, além de uma reta de quase um quilômetro, formando um dos mais espetaculares e desafiadores circuitos do mundo. Em 1989, passou por reformas para se adequar às exigências da Fórmula 1, reduzindo a extensão para 4.325 metros.

Desenho da antiga pista de Interlagos
Mapa com a localização das curvas e retas de Interlagos

Desafio para as motos Honda

Ao rodar na pista de Interlagos com a R125 que levou o numeral 136 para os treinos oficiais (o “R” passaria a ser usado para identificar todas as motos Honda de velocidade), a dupla japonesa sentiu o tamanho da enorme encrenca. No Japão ainda não existiam pistas daquele nível, somente circuitos de terra batida com traçados curtos e pouco técnicos.

Com uma pista tão longa e exigente, cheia de retas e subidas acentuadas pela frente, o motor Honda de cerca de 6 cv projetado para ser robusto e equipar motos de rua e a falta de aerodinâmica faziam enorme diferença frente às máquinas europeias especiais de competição, com requintes de duplo comando de válvulas no motor, quase o triplo da cavalaria e 60% a mais de velocidade final, além de melhor posição do piloto para minimizar a resistência do ar.

Na cronometragem oficial, o pole position Nello Pagani, com uma italiana F.B. Mondial (Fratelli Boselli Mondial), campeão mundial da categoria 125 em 1949, registrava o tempo de 4min41seg, enquanto Mikio Omura com a R125 cravava 6min11seg, andando cautelosamente para não quebrar e ficar fora da prova Um verdadeiro abismo aparentemente intransponível entre os dois. Porém, a situação ainda iria piorar.

O piloto da Meguro 250, Katsushiro Toshiro, sofreu um acidente nos treinos, lesionando o braço esquerdo, e não teria condições de participar da prova, o que também o impediria de receber a premiação de largada (equivalentes a 75 mil Ienes), arruinando o já escasso orçamento da delegação japonesa.

É dada a largada!

No dia da prova, 13 de fevereiro de 1954, um mês depois de embarcar para o Brasil, a meta de Mikio Omura e do engenheiro preparador Toshiji Baba era completar a corrida, cumprindo e honrando a determinação de Soichiro Honda, naquela que seria a primeira participação oficial da marca fora do Japão.

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Retão de Interlagos

A largada foi ao estilo Le Mans, com pilotos de um lado e motos de outro. Com a bandeirada, o ágil Omura, classificado em 15º entre os 25 concorrentes, correu na frente dos demais pilotos para arrancar na dianteira com a “descomplicada” R125, que, se não era a mais potente, pegava fácil. Porém, bastou a grande reta e a lembrança das palavras de Soichiro Honda para ser superado pelas motos mais “complicadas” do grid.

Contudo, no decorrer dos quase 70 km em 30 minutos e 8 voltas, sob forte calor, Omura foi melhorando os tempos, sobretudo no miolo do circuito, com curvas fechadas de baixa velocidade, onde aproveitava a maior agilidade da R125 e sua habilidade em contornar as curvas como nas provas do Japão de dirt track, com os pés no chão, descontando a desvantagem que levava nas retas e subidas.

Mikio e Baba antes da largada
Mikio e Baba antes da largada

Missão cumprida

Surpreendentemente, os tempos de volta caíram vertiginosamente, ficando abaixo dos 5min, reduzindo drasticamente o abismo inicial, permitindo a Omura andar no pelotão intermediário, mesmo sem tirar a ordem de Soichiro da cabeça e o ímpeto da mão direita.

Com a bandeirada final, a Honda R125 cruzou em 13º entre as 25 motos inscritas, com uma média horária de 115 km/h. Um resultado extraordinário, levando em consideração o nível dos tradicionais concorrentes europeus dominantes mundialmente e o receio de não completar a prova.

Com a missão cumprida, era hora de voltar para casa na longa jornada de retorno. Entretanto, faltava um detalhe crucial: recursos para custear as passagens.

Omura e Baba então recorreram à Honda, que apesar das restrições fiscais japonesas para remessas, consegue enviar mais 40 mil Ienes, contudo, ainda insuficientes. A colônia japonesa também ajuda com a estadia e alimentação. Porém, a drástica solução foi vender a R125 para completar o orçamento da volta, desfalcado com a perda do prêmio de largada.

Motos Honda iniciaram trajetória de sucesso nas pistas

Chegando ao Japão, trouxeram a centelha para que Soichiro iniciasse o ousado desafio de expandir as competições pelo mundo e vencer a mais famosa prova da época, o TT da Ilha de Man. Assim, logo depois, em 20 de março de 1954, divulgou um comunicado interno, que depois ficaria famoso por nortear em carta aberta os rumos da Honda dali em diante, com ênfase nas competições de motos.

“Desde menino, um dos meus sonhos tem sido competir em corridas com um veículo fabricado por mim, e vencer. Mas, antes disso, tive que assegurar a precisão do meu equipamento, a segurança do negócio. Nesse processo, não encontrei tempo livre para me dedicar às corridas de motocicletas. No entanto, a reportagem sobre a recente corrida internacional de motocicletas em São Paulo me deu informações detalhadas sobre a situação nos países da Europa e América”.

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Modelo RC 166 vencedor do TT da Ilha de Man

Ainda na carta, Soichiro continua analisando o futuro e praticamente decreta. “Não existe Honda sem competições”. De lá para cá a Honda venceu pela primeira vez o TT da Ilha de Man em 1961, concretizando o “sonho” de Soichiro com o piloto Mike Hailwood.

Desde então, foram mais de 300 vitórias só na principal categoria do Mundial de Motovelocidade, iniciada em 1966, no GP da Alemanha, com o piloto Jim Redman, a bordo do modelo RC 181, ainda com motor de 500 cm3.

Atualmente, a empresa nipônica conta com mais de 60 títulos somados em todas as classes e quase 700 vitórias acumuladas, gerenciados pelo HRC (Honda Racing Corporation), poderoso braço criado especificamente para as competições

motos honda históricas no collection hall
RC 166 e NR 500 com revolucionários pistões ovais

Mistério envolve a primeira das motos Honda de corrida

E o destino da R125? Por ser a primeira moto de competição internacional da Honda, adquiriu um valor histórico incalculável. Porém, a moto havia sido vendida em 1954, e o contato com a marca, do outro lado do mundo, perdido. Anos depois, com a Honda já consolidada mundialmente e filial instalada no Brasil, quis resgatar a moto, que faz parte de sua trajetória.

“Ordens vindas do Japão” como dizia o então diretor, Murakami, que tinha ligações com o próprio Soichiro. O rastreamento foi feito sem qualquer divulgação, para não atrapalhar o possível resgate. Tudo sigilosamente, para não levantar suspeitas, como lembra o Ricardo Ghigonetho, então assessor da Honda.

Com apoio da HRB (Honda Research Brasil), Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento de Duas Rodas, foi montada uma comissão para descobrir seu paradeiro. As investigações avançaram até chegar à massa falida de uma ex concessionária, que havia comprado a moto para um de seus mecânicos competir.

Chegaram até a um galpão em Diadema, São Paulo, com muitas peças e materiais do espólio. Porém, sem qualquer resultado. A Honda, então, resolveu reconstruir o modelo. As dificuldades foram muitas, como lembra Wilson Yasuda, um dos pioneiros da marca no Brasil.

Então, baseado em fotos garimpadas, relatos e depoimentos, a moto foi sendo reconstruída peça por peça, exatamente como a pioneira. As fotos do jornal Gazeta Esportiva, que havia registrado o desembarque dos pilotos japoneses e também a cobertura da prova, igualmente serviram de fonte.

Motos históricas estão em museu da Honda

Hoje, a réplica perfeita da R125 pintada em azul (a cor vermelha que caracteriza os modelos da marca seria adotado posteriormente) está no Honda Collection Hall, o museu da marca no complexo do circuito Twin Ring Motegi, inaugurado em 1998, como parte das comemorações de 50 anos da fundação da marca, junto com outros mais de 330 modelos que fizeram história.

O museu também reserva espaço para expor carros e motos importantes de outras marcas, além de contar com biblioteca, café e loja. A visita virtual pode ser feita aqui.

R125 numeral 136 no Honda Collection Hall
Entrada do museu com a primeira bicicleta motorizada, a Cub C100 e a CB 750
Honda R125

Fotos Honda | Blog Honda | Internet | Divulgação

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Fim do Fusion antecipa nova era sem sedãs para a Ford

Ford

O encerramento da produção do Fusion, em julho, marcará o fim de uma era para a Ford. O modelo feito no México (que acaba de ser excluído do site brasileiro da empresa) era o último sedã da marca norte-americana vendido no mercado brasileiro. É verdade que o Ka Sedan continuará sendo oferecido por aqui, mas esse três-volumes é uma derivação da atual geração do hatch compacto, e não um sedã “puro”, como o Galaxie, o Mondeo e próprio Fusion, entre outros.

Trata-se de uma morte anunciada e com impactos no mundo inteiro. Em 2017, o CEO mundial da Ford, Jim Hackett, informou que a companhia passaria a focar investimentos em SUVs e picapes, modelos que garantem maior rentabilidade. De acordo com o executivo, a empresa realocaria US$ 7 bilhões (cerca de R$ 22,6 bilhões na época) para os dois segmentos, em detrimento dos demais.

Como parte da nova estratégia, a Ford começou a implantar um programa de redução de custos no mundo todo. O plano inclui a demissão de milhares de funcionários e o fechamento de várias fábricas.

Ford

Racionalização das operações

Na prática, esse projeto estava em andamento desde 2016, quando a empresa encerrou a produção de veículos na Austrália. O último carro da marca feito naquele país foi o sedã Falcon, substituído pelo Mondeo importado da Espanha.

Em 2017, a empresa encerrou as operações no Japão e na Indonésia. A alegação é de que o baixo volume de vendas nos dois mercados asiáticos não justificava a presença por lá.

Embora não tenha tido prejuízos, os números daquele ano foram bem mais baixos que os desejados. O lucro líquido da Ford em 2017 foi de US$ 1,74 bilhão, ante US$ 1,6 bilhão de 2016. Mas a margem nos Estados Unidos caiu de 6,4% para 5,2%.

Fim da fábrica de São Bernardo

A empresa informou que até 2020 pretendia subir a margem de lucro para 8% no mundo e 10% nos EUA. Para isso, teria de cortar US$ 25,5 bilhões em custos, o que incluiu o fechamento da fábrica de São Bernardo do Campo (SP), onde eram produzidos caminhões e o hatch Fiesta, no fim do ano passado.

Voltando ao Fusion, em janeiro de 2018 o The Detroit News publicou reportagem informando que a Ford havia desistido de desenvolver uma atualização para o modelo. O novo Fusion deveria lançado no segundo semestre de 2020.

De acordo com o jornal, citando uma fonte ligada à marca, os sedãs Fusion e Mondeo (abaixo) continuariam sendo feitos por “pelo menos mais três ou quatro anos.” O mexicano capitulou antes disso.

Ford

Mondeo é o último sedã da Ford

Em abril daquele mesmo ano, a Ford oficializou a decisão de encerrar a oferta dos sedãs Fiesta, Focus e Fusion no mercado norte-americano.

A filial brasileira da empresa informa que o Mondeo continua à venda na Europa e China, entre outros mercados. E que não há plano concreto de tirar o modelo de linha. Mas vários sinais indicam o contrário.

Na Europa, por exemplo, os números de vendas do modelo não param de cair. Em 2019, por exemplo, foram emplacadas cerca de 39,5 mil unidades do sedã. Para comparação, em 2015 os emplacamentos beiraram os 79,7 mil.

Vendas do Fusion despencaram

No Brasil, a situação do Fusion (em escala muito menor) era parecida. No ano passado, a Ford vendeu 832 unidades do sedã médio/grande no País. Em 2015, foram 7.410. As informações são da Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionárias do País.

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Lançado no Brasil em 2006, o Fusion (acima) foi considerado por muitos como uma espécie de “sucessor” do Galaxie, cultuado como sendo o carro mais sofisticado produzido no País. Embora tivesse bons atributos, o sedã jamais alcançou esse status.

Embora fosse imponente para os padrões da época no mercado brasileiro, o Fusion era um caro de entrada nos EUA. E, por ser feito no México, país com o qual o Brasil tem acordo comercial, chegava aqui com preço bastante competitivo em relação a rivais como o alemão Volkswagen Passat e o japonês Honda Accord, entre outros.

Fusion a preço de Focus

Ao longo de 14 anos, o sedã da Ford teve duas gerações e três reestilizações. Na estreia da segunda geração, em 2012 (abaixo), algumas concessionárias chegaram a oferecer as últimas unidades do modelo antigo por cerca de R$ 50 mil, preço equivalente na época ao da versão de topo do sedã do Focus.

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Antes de sair de linha no Brasil, o Fusion era oferecido em três versões. A SEL, de entrada, tinha motor 2.0 Ecoboost de 248 cv e tabela a partir de R$ 149.900. A intermediária, Titanium, a R$ 179.900, tinha o mesmo quatro-cilindros, mas, além de ser mais equipada, trazia tração nas quatro rodas.

A de topo, Titanium Hybrid, era tabelada a R$ 182.990 e, como o nome deixava claro, era híbrida. Aliás, o modelo chegou a ser o híbrido mais vendido do Brasil, superando inclusive o japonês Toyota Prius.

Galaxie foi suprassumo

Primeiro automóvel de passeio da Ford no Brasil, o Galaxie começou a ser produzido no País em fevereiro de 1967. Com acabamento requintado, mais de 5,3 metros de comprimento e 2 m de largura, dimensões generosas até mesmo em relação aos carros americanos daquela época, o sedã logo se transformou em objeto de desejo entre os brasileiros.

Ford

Não era raro ver o sedã levando seis pessoas as bordo. Contribuía com isso o banco dianteiro inteiriço e a alavanca de câmbio na coluna de direção, que liberava espaço na dianteira.  O motor  V8 de 166 cv e o câmbio de três velocidades formavam um conjunto bem acertado e  robusto.

Em 1969, a versão LTD fez história por ser o primeiro carro feito no Brasil com ar-condicionado. A novidade tinha câmbio automático e uma bela cobertura de vinil no teto.

Landau chegou em 1971

Dois anos depois a Ford lançou o LTD Landau. O modelo, ainda mais luxuoso, tinha acabamento requintado que incluía revestimento de jacarandá no painel e nas portas e veludo inglês nos assentos.

Ford

Em 1976, o sedã foi reestilizado. Ganhou faróis horizontais e lanternas com três barras verticais. No mesmo ano a Ford lançou o Galaxie 500, mais simples, como opção de entrada na linha, e a intermediária Galaxie LTD. O Landau era o modelo de topo da gama.

A versão de entrada saiu de cena em 1979. Em 1982 foi a vez de o LTD ser aposentado. A culpa foi da crise mundial do petróleo, que fez com que os consumidores passassem a procurar cada vez mais por carros menores e  mais econômicos.

Preços podem superar os R$ 100 mil

Essa mudança de comportamento sacramentou o fim do Landau, último modelo da linha Galaxie, em 1983, No total, a gama somou 77.850 unidades vendidas ao longo de 16 anos.

Ford

Para substituir o modelo, a Ford lançou o Del Rey. Mais adequado à nova realidade, o sedã era menor e tinha acabamento caprichado, mas muito aquém de seu antecessor.

Entre as curiosidades, o modelo ainda faz parte da frota da Presidência da República, embora seja utilizado raramente. Um Landau de 1976 foi virou “papamóvel” e transportou João Paulo II durante  sua visita a Curitiba, em 1980.

Ford

Cultuado por fãs de carros e colecionadores, o Galaxie continua sendo objeto de desejo de muita gente. Unidades em bom estado são oferecidas no mercado por preços a partir de cerca de R$ 50 mil. E não é raro encontrar proprietários que não se desfazem de seus sedãs por valores abaixo dos R$ 100 mil.


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Renault Captur 2021 vai ter uma importante novidade

Em vários mercados do mundo, na gama de SUVs da Renault, ela tem dois de dimensões semelhantes mais ou menos no mesmo segmento: o Duster, um pouco mais simples e o Captur, um pouco mais sofisticado. E no Brasil, estes dois seguem o mesmo padrão.

O Duster passou, recentemente, por uma boa ‘cirurgia plástica’, ganhou nova carroceria, novo interior com acabamento mais caprichado. E o próximo será o Captur, que acabou de ter nova geração lançada na Russia, com o novíssimo motor 1.3 turbo de 150 cavalos.

Esse, que é compartilhado com a Mercedes, que o aplica em alguns de seus modelos. Ele vai acoplado a um câmbio CVT, com direção elétrica e outras inovações que estarão todas no nosso Captur em 2021. Conheça-o melhor acessando a matéria completa aqui.

Novo Renault Captur russo na cor azul em movimento na estrada

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terça-feira, 2 de junho de 2020

Fiat Fiorino 2021: preços, versões, motor, consumo e revisões

A Fiat lançou a linha Fiorino 2021. O furgão tem duas versões: Fiorino 1.4 e Fiorino Hard Working, que receberam tapete de vão de carga e alça de segurança para o passageiro. Na configuração 1.4, a linha 2021 também ganhou predisposição para rádio.

Preços do Fiorino 2021

  • Fiorino 1.4: R$ 68.290
  • Fiorino Hard Working: R$ 77.790
Fiorino 2021
Capacidade de carga da Fiorino é de 650 kg
Versão Hard Working tem ar-condicionado de série

Itens de série da linha 2021 da Fiorino

As duas versões do Fiorino 2021 já saem de fábrica com alerta de manutenção programada, Drive by Wire (acelerador eletrônico), ganchos para amarração de carga, hodômetro digital (total e parcial), ABS com EBD, iluminação no compartimento de carga, indicador digital de temperatura da água e do nível de combustível, inibidor de marcha à ré, luz de leitura dianteira com interruptor na porta lado motorista, parede divisória em chapa, quadro de instrumentos com iluminação branca, relógio digital, tomada 12V e volante espumado.

Fiorino 1.4

Itens acima acrescido de predisposição para rádio.

Fiorino Hard Working

Itens acima e banco com regulagem e tecido exclusivo, ar-condicionado, computador de bordo (distância, consumo médio, consumo instantâneo, autonomia, velocidade média e tempo de percurso), conta-giros, direção hidráulica, faróis de neblina, porta-luvas iluminado, predisposição para som (2 alto-falantes dianteiros, 2 tweeters e antena), travas elétricas, vidros elétricos dianteiros com one-touch (subida e descida) para motorista e volante com regulagem de altura.

Fiorino Ambulância

O Fiorino também é oferecida em uma versão Ambulância Simples Remoção: destinado ao transporte de pacientes que não apresentam risco de vida, o modelo já é comercializado todo equipado. O preço sugerido é de R$ 99.790.

Capacidade de carga

O Fiorino 2021 tem capacidade de carga de 650 kg.

Dimensões do Fiorino

O Fiorino tem 4,38 metros de comprimento, 1,926 m de largura e 1,9 m de altura; a distância entre-eixos é de 2,71 metros. O compartimento de carga transporta 3.100 litros de volume: ele tem 1,887 metros de comprimento, 1,339 metros de altura e  e largura de 1,089 m.

Motor e câmbio

O motor do Fiorino é o 1.4 Evo flex. Ele rende 85 cv  com gasolina e 88 cv com etanol, ambos a 5.750 rpm. O torque é de 12,4 e 12,5 kgfm a 3.500 rpm, com os mesmos combustíveis respectivamente.

O câmbio é manual de cinco marchas.

Consumo do Fiorino 2021

Combustível Cidade Estrada
Gasolina 10,7 km/l 12,1 km/l
Etanol 7,5 km/l 8,3 km/l

A Fiat não divulgou o consumo da linha 2021 do Fiorino. Como não há qualquer mudança mecânica, usamos como base o da linha 2020.

Revisão Fiorino: preços e itens substituídos

As revisões são feitas em um intervalo de 10 mil km ou 1 ano, o que ocorrer primeiro.

Revisão Preço
1ª revisão R$ 236
2ª revisão R$ 484
3ª revisão R$ 712
4ª revisão R$ 652
5ª revisão R$ 456
6ª revisão R$ 1.380

Itens substituídos nas revisões da Fiorino

  • 1ª revisão: substituição do óleo do motor, filtro de óleo do motor e filtro de ar do motor.
  • 2ª revisão: itens da 1ª revisão + filtro de combustível.
  • 3ª revisão: + velas de ignição do motor.
  • 4ª revisão: itens da 2ª revisão.
  • 5ª revisão: itens da 1ª revisão.
  • 6ª revisão: itens da 3ª revisçao + correia poly-v e correia dentada.

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BMW Série 4 aparece por completo com visual ousado e mais tecnologia

série 4

Depois de vários teasers e flagras, a nova geração do BMW Série 4 finalmente apareceu por completo. O modelo ganhou as atualizações da Série 3, com nova plataforma, dimensões, motores melhores e visual renovado.

O visual, aliás, era a maior fonte de comentários sobre o novo Série 4. Isso porque o cupê surgiu em flagras com uma enorme, e polêmica, grade frontal. A grade desçe até a base do parachoque, dominando a frente do carro. O esquema é radicalmente diferente dos modelos anteriores, mas de acordo com a estética dos atuais BMW, com grades cada vez maiores.

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E curiosamente, nas fotos oficiais, o modelo parece menos assustador do que nos flagras. Apesar de diferente, a peça se encaixa na nova frente e certamente vai distinguir o Série 4 de qualquer concorrente. O perfil é elegante, e também há mudanças no caimento da janela lateral traseira. O clássico Hofmeister Kink ficou mais agudo – o ângulo é marca registrada dos sedãs e cupês da BMW, e ficou diferente no novo Série 4.

A traseira lembra a do cupê grande Série 8, com lanternas mais afiladas. O Série 4 parece se distanciar da mera figura de “cupê do Série 3” e assumir uma identidade mais própria nesta geração. Portanto, todas as peças externas são exclusivas do modelo.

A gama de motores também tem novidades. A versão M440i é a primeira com preparação da M Performance num Série 4. O modelo será o topo da linha até a chegada do M4, e traz o clássico 3.0 de seis cilindros em linha, biturbo e com sistema elétrico de 48v. O conjunto entrega bons 374 cv, suficientes para levar o cupê de 0 a 100 km/h em 4,7 segundos. A velocidade máxima é limitada em 250 km/h. Há opção pela tração integral xDrive.

Haverão versões mais “comuns”, como as 420i e 430i com motores a gasolina, e 420d com um 2.0 a diesel. Um M440d será o topo da gama a diesel. As potências vão variar entre 184 cv do 2.0 a gasolina de entrada a 340 cv do diesel mais forte.

Série 4 maior

A carroceria do Série 4 também é ligeiramente maior do que o Série 3. O cupe é 5,6 centímetros mais comprido e mais baixo, bem como 2,5 cm mais largo do que o sedã.

A cabine é a única parte já conhecida do modelo, sendo igual à do Série 3. Há central multimídia com tela sensível ao toque, painel virtual e toda a infinidade de sistemas eletrônicos disponível, incluindo sistemas de condução semiautônoma.

O novo carro será lançado oficialmente em outubro, junto com o conversível e a versão de quatro portas Gran Coupe. O M4 é aguardado para o fim do ano.


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BMW Série 3: conheça preço e potência da versão sedã M340i xDrive

O BMW Série 3 M340i XDrive Sedan passa a ser importado de Munique, na Alemanha, para o Brasil. O modelo mais potente da gama é capaz de desenvolver 387 cavalos (cv) de potência e chega com o preço sugerido de R$ 426.950.

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Motorização do BMW Série 3 M34oi

O modelo traz um propulsor de seis cilindros em linha com 387 cv, tecnologia M TwinPower Turbo e 50.9 kgfm de torque.

O motor foi desenvolvido exclusivamente para o novo BMW, com cárter de alumínio, pistões e bielas com peso minimizado e um virabrequim em aço forjado. Juntos, esses componentes aumentam a eficiência interna do propulsor.

A tecnologia M TwinPower Turbo inclui um turbocompressor de rolagem dupla com resfriamento indireto do ar integrado ao sistema de admissão, injeção de alta pressão, distribuição de válvulas totalmente variável e eixo comando de válvulas duplo variável.

O conjunto do M340i, combinado à tração integral e uma transmissão automática esportiva de oito marchas com shift paddle, é capaz de registrar 4,4 segundos no sprint de 0 a 100 km/h – meio segundo mais rápido do que os demais integrantes do topo da família Série 3. A velocidade final é limitada em 250km.

BMW Série 3 tem cinco opções de cores externas
Detalhes da grade do M340i
Motor 3.0 do BMW Série 3 Sedan é capaz de entregar 387 cavalos
Interior do BMW Série 3

O modelo é equipado de série com rodas de liga leve M de 19polegadas, equipadas com pneus de tamanho misto, medindo 225/40/19 na frente e 255/35/19 atrás.

Tecnologia

O BMW M340i xDrive possui:

  • faróis Laser light;
  • assistente de direção;
  • assistente de estacionamento;
  • assistentes de direção semiautônoma;
  • acionamento automático dos freios;
  • possibilidade de conexão com internet;
  • conexão com Apple Car Play sem fios;
  • controle dinâmico de estabilidade (ESC);
  • controle climático automático de três zonas; e
  • Airbags duplos frontais, laterais dianteiros e airbags de cortina, dianteiros e traseiros.

Por meio do BMW Connected App é possível localizar o veículo, trancar e destrancar as portas, piscar os faróis e acionar a buzina, além de captar imagens de uma projeção 3D do arredor do veículo.

A garantia do BMW M340i xDrive Sedan é de 24 meses.

Interior do BMW Série 3 M340i

No interior, o modelo conta com um painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas com a inscrição “M340i”. Outro recurso exclusivo são as soleiras das portas da frente, também com a presença da sigla.

A tela central sensível ao toque de 10,25 traz um assistente pessoal da mobilidade. Com reconhecimento de voz, o sistema utiliza de inteligência artificial para conhecer a mobilidade do cliente e facilitar as tarefas ao volante.

Para finalizar, três são as opções de revestimento em couro Vernasca: Preto/Preto, Mocha/ Preto com costura Mocha e Cognac/ Preto.

Cores

BMW Série 3 M340i oferece cinco opções de pintura externa: branco alpino, preto Safira, cinza mineral, laranja sunset e azul portimao.

Foto BMW | Divulgação

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Fernando Alonso testa e aprova nova picape Toyota Hilux

hilux

Perto de mostrar a linha 2021 da Hilux na Tailândia, a Toyota revelou um teaser em vídeo com o piloto Fernando Alonso ao volante da picape renovada. Alonso irá competir no rali Paris-Dakar deste ano com uma Hilux preparada pela divisão Gazoo Racing.

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A unidade guiada por Alonso ainda estava camuflada, mas mostrou proporções muito parecidas com o modelo atual. De fato, não se trata de uma nova geração, mas uma ampla atualização da picape.

Inicialmente, as novidades serão feitas nos modelos produzidos para o mercado asiático e que depois chegam também a produção argentina, a qual é a responsável por abastecer o mercado brasileiro e outros da América Latina. Entre as novidades está um visual na dianteira que remete às irmãs maiores Tacoma e Tundra.

O modelo terá faróis mais agressivos e afilados, uma grade hexagonal mais proeminente e avançada que dá um aspecto mais agressivo ao modelo, nada visto até agora na picape. Por dentro, ela terá um novo sistema multimídia, o mesmo que estreou no Corolla, com integração a Android Auto e Apple CarPlay.

Hilux ficará mais forte

As maiores mudanças, no entanto, serão feitas no 2.8 a diesel que equipa a picape. O propulsor ficará mais forte, com pouco mais de 200 cv. O câmbio continuará automático de seis marchas, bem como o sistema de tração integral. A suspensão poderá passar por mudanças para deixar a Hilux mais estável, principalmente em velocidades mais elevadas.

O motor renovado deixará a Hilux mais próxima de concorrentes como Ford Ranger e VW Amarok, todas com versões acima dos 200 cv. A Amarok, no entanto, deverá continuar sendo a única com opção V6 de 225 cv. A Amarok chegou a ser atualizada, chegando aos 258 cv. No entanto, a pandemia do novo coronavírus postergou o lançamento do modelo no Brasil.

As novidades deverão ser estendidas à SW4, vendida como Fortuner nos mercados do sudeste asiático. O modelo também já foi flagrado em testes e terá o visual renovado. Também terá mais tecnologia na cabine.


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