domingo, 1 de novembro de 2020

Onix deve fechar outubro como o modelo mais vendido do Brasil

Onix

O mês não fechou ainda, mas ao que tudo indica, outubro repetirá o bom número de vendas de setembro. De acordo com os dados preliminares da Fenabrave, associação que reúne os concessionários do País, a principal mudança é a retomada do Chevrolet Onix ao posto de carro mais vendido do Brasil. Ao contrário do mês passado, quando perdeu o reinado para a Fiat Strada, o hatch da GM segue líder, com 11.599 emplacamentos.

A picape da marca italiana, que reinou absoluta, com 11.873 emplacamentos em setembro, não deve ultrapassar a casa das 10 mil unidades neste mês. Até agora, vendeu 9.845, abocanhando o segundo lugar da lista. Para completar o pódio, o Hyundai HB20 sobe para terceiro, com 336 unidades a mais que o Volkswagen Gol. Respectivamente, 8.597 contra 8.261.

Nas demais posições do top, nada de mudanças drásticas, como você confere na lista abaixo. Apenas dança das cadeiras. Alguns desceram, outros subiram e, na base do top 10, o Jeep Renegade se mantem estável. O SUV, aliás, já vendeu mais que no mês anterior. Em setembro, foram 5.748. Ja no mês de outubro (ainda sem o fechamento oficial), a soma é de 5.884 emplacamentos.

1º – Chevrolet Onix: 11.599
2º – Fiat Strada: 9.845
3º – Hyundai HB20: 8.597
4º – Volkswagen Gol: 8.261
5º – Chevrolet Onix Plus: 8.242
6º – Fiat Argo: 7.356
7º – Ford Ka: 7.154
8º – Chevrolet Tracker: 6.367
9º – Jeep Compass: 5.912
10º – Jeep Renegade: 5.884

Onix
Hyundai/Divulgação

Na internet, dá HB20

Apesar de o Chevrolet Onix ser o modelo mais escolhido pelo consumidor brasileiro na hora de fechar negócio, quem leva o titulo de mais procurado é o Hyundai HB20. De acordo com o estudo da Digicarro, plataforma digital que permite cotação e negociação de veículos zero km, o hatch da marca sul-coreana se manteve no topo da lista de preferência nas pesquisas feitas pela internet.

A empresa afirma que a alta na demanda pelo HB20 foi de 13,4% em comparação com o mês anterior. Na sequência vêm o Chevrolet Ônix (9,9%) e Hyundai Creta (6,7%). De acordo com Victor Raful, CEO da Digicarro, “O isolamento social acelerou o movimento da digitalização no País”.

Para ele, a pandemia evidenciou a possibilidade de negociação e compras pela internet. Ou seja, o brasileiro aprendeu que, tomando todos os cuidados, é totalmente viável optar por meios online, também, para compras de maior valor.

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Fanboys automotivos: listamos os 5 grupos mais chatos da internet

Quem é muito radical em relação a determinado tema pode colecionar inimizades. Pontos de vista opostos frequentemente provocam discussões sobre política, religião e futebol. Porém, nem mesmo os assuntos mais corriqueiros, como o automóvel, escapam do fanatismo. Afinal, existem fanboys dispostos a defender com unhas e dentes suas marcas e modelos preferidos.

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Sabe aquela banda que tem músicas até legais, mas cujos fãs são tão extremados que acabam gerando antipatia? Então, a lógica de alguns fissurados em carros é mais ou menos essa: muitas vezes o produto que eles cultuam é bom, mas as qualidades são exageradamente amplificadas pelas vozes dos admiradores. Confira, no listão de hoje, os 5 tipos de fanboys mais chatos da internet.

1. “APzeiros”

motor ap 1 6 saveiro titan 2007
Motor Volkswagen AP é objeto de louvor para os fanboys

A linha de motores AP, da Volkswagen, é uma das mais bem-sucedidas já fabricadas no Brasil? Sem dúvida! O projeto entrou para a história da indústria automobilística? Claro que sim! Mas, para os fanboys – ou APzeiros, como são conhecidos – tudo isso  ainda é pouco. Na cabeça deles, nenhum outro propulsor sequer chega perto do AP, o melhor de seu gênero, disparado, já feito no mundo até hoje.

Nem adianta argumentar que o projeto ficou ultrapassado. Os motores AP, que nos anos 80 reinavam quase absolutos no país, já entregavam números de potência e torque medianos a partir da virada do século. Caso tivessem continuado em produção, teriam, hoje, baixíssimos índices de eficiência energética.

Isso, aliás, não é demérito algum. Afinal, todo projeto de engenharia torna-se ultrapassado em algum momento. É esse o ciclo natural, e inevitável, de qualquer produto industrial. Além do mais, mesmo antigo, o motor AP continua se destacando pela robustez e pela facilidade de manutenção. Só não diga aos fanboys que também existem outras boas opções no mercado.

2. “Opaleiros”

chevrolet opala s 1988
Opala saiu de linha há quase três décadas, mas alguns consumidores ainda estão de “luto”

Tudo o que foi dito a respeito dos APzeiros pode ser aplicado a outro grupo de fanboys: os Opaleiros. Para essas pessoas, o fato de a Chevrolet ter retirado o Opala de linha constitui um pecado mortal, um erro imperdoável, um ato nefasto! Viúvos e viúvas guardam luto até hoje pela morte do modelo que, sob a ótica deles, é o maior automóvel da história.

O Opala é um dos carros mais longevos do Brasil: foi produzido ininterruptamente de 1968 a 1992. O projeto sofreu várias atualizações, mas nunca foi inteiramente refeito. Isso decorre, por um lado, das boas qualidades técnicas, mas, por outro, do fato de o mercado nacional ter permanecido fechado às importações entre 1976 e 1990. Com apenas quatro grandes fabricantes instalados no país, faltava concorrência.

A velhice do Opala ficou evidente na década de 1990, quando vieram os importados e novas multinacionais instalaram-se por aqui. Não, então, houve outra opção para a Chevrolet senão retirá-lo de linha. Alguns defeitos, como a falta de estabilidade em curvas e o alto consumo, já eram, então, bem evidentes. Mas isso, para os fanboys, pouco importa: eles sempre enxergarão apenas o luxo, o acabamento e o espaço interno do modelo.

3. Fanboys do câmbio Dualogic/GSR

mobigsr02
Câmbios automatizados de uma embreagem deixaram o mercado depois de apenas 12 anos

Já que existem fanboys de motor, não surpreende que alguns cultuem câmbios. Eles não são muitos, mas sempre se manifestam nas redes em defesa das transmissões automatizadas da Fiat. Batizado inicialmente de Dualogic, esse sistema chegou ao país em 2008. Em 2017, foi rebatizado de GSR (sigla de Gear Smart Ride) após a adoção de alguns aperfeiçoamentos. Recentemente, tal mecanismo deixou o mercado.

A transmissão automatizada de uma embreagem é, surpreendentemente, muito parecida com um sistema manual. A diferença é que as marchas são trocadas de modo autônomo, por um mecanismo de atuadores hidráulicos ou elétricos, ligado a uma central eletrônica.

Apesar de dispensar o motorista de cambiar as marchas, tal sistema automatizado é bem mais limitado que uma caixa automática propriamente dita. O maior problema é a falta de suavidade na operação: as trocas de marchas são frequentemente acompanhadas de trancos. Além disso, com o tempo, será necessário trocar alguns componentes, inclusive a embreagem.

Inicialmente, os automatizados apresentavam algumas vantagens, como peso reduzido e custo de produção mais baixo em relação a um câmbio automático convencional. Entretanto, a tecnologia, como sempre, avançou: surgiram os sistemas automatizados de dupla embreagem, muito mais rápidos e suaves; os próprios automáticos tornaram-se mais leves, eficientes e acessíveis.

Embora outros fabricantes, entre os quais Volkswagen, Renault e Chevrolet, tenham utilizado conjuntos semelhantes, os sistemas da Fiat são os que aparentam ter mais defensores. Os fanboys argumentam que o problema é o usuário, que não saberia usar corretamente a transmissão. O fato de os automatizados monoembreagem terem entrado em extinção no mundo inteiro é mero detalhe.

4. Fanboys do Toyota Etios

etios
Hatch e sedã da gama Etios não deslancharam no mercado

As notícias mais recentes sobre o Etios não são animadoras. A gama já saiu de linha na Ásia e terá o mesmo destino na América do Sul.  A Toyota desistiu de desenvolver uma nova geração porque consumidores do mundo todo criticaram o design e o interior despojado. O fabricante, então, investirá apenas na linha Yaris, que tem porte semelhante.

Pronto: foi o bastante para provocar uma choradeira entre os fanboys, que exaltam as qualidades mecânicas do hatch e do sedã. Grosso modo, os defensores descrevem o motor como “inquebrável”; na outra ponta, julgam que design e interior mais caprichados não passam de firulas.

Bem, cada qual com seu gosto, mas a questão é que, para a maioria, os atributos mecânicos não parecem bastar para justificar a compra de um Etios. Tanto que o hatch e o sedã vêm acumulando números de vendas discretos nos últimos anos. Talvez os fãs já devam ir se conformando, para não sofrerem demais quando a morte do modelo chegar, dentro de um ou dois anos.

5. Fanboys do Volkswagen up! TSI

VW up! 2020
Up! TSI tem bom desempenho, mas, ao contrário do que pensam os fanboys, não é esportivo

Primeiramente, vale destacar que o desempenho é, sim, uma das maiores qualidades do up! TSI. O motor 1.0 turbo com injeção direta rende 105 cv de potência com etanol e 101 cv com gasolina, além de 16,8 kgfm de torque com ambos os combustíveis. Os números podem até não encher os olhos, mas sobram para um hatch subcompacto de apenas 950 kg de peso.

Além de rápido, o up! TSI é econômico, tem bom acerto de suspensão e vem equipado com um câmbio manual de engates precisos. Os fanboys, porém, acham que o modelo é um autêntico esportivo. Os mais pretensiosos parecem até estar ao volante um Porsche. Nem ouse contar para eles que o modelo é um hatch de entrada com foco na eficiência energética, pois soará quase como ofensa pessoal.

Do ponto de vista comercial, o up! não vingou. Considerado caro e despojado pelo público geral, as vendas nunca atingiram o patamar esperado pela Volkswagen. Assim como o Toyota Etios, ele sairá de linha dentro de alguns anos sem deixar sucessor. Como muitos fanboys têm modificado a mecânica de seus carros para extrair ainda mais desempenho, encontrar bons exemplares usados no futuro promete ser tarefa difícil.

Bônus

“Harleyros”

Harley-Davidson Low Rider S
Entusiastas das motos Harley-Davidson até parecem ser membros de uma seita

Ok, esses aqui não são fanboys de carros, e sim de motos. Mas eles merecem um lugar de honra no listão, pois são tão radicais quanto os demais. Para o grupo em questão, a Harley-Davidson está longe de ser simplesmente um fabricante de veículos. É quase uma seita, com direito a encontros periódicos com milhares de membros.

Ícone pop, a Harley-Davidson é tema de muitas manifestações culturais. As aparições no cinema, em especial, fizeram com que a marca fosse associada a um etilo de vida livre. Essa mística é a maior responsável por atrair compradores, interessados no estilo custom das motocicletas e na tradição da empresa. Porém, se a ideia é fazer longas viagens de motocicleta, talvez seja melhor escolher produtos de outros fabricantes.

Cá entre nós, as motocicletas Harley-Davidson são bem limitadas tecnicamente. Os motores de dois cilindros em V desenvolvem pouca potência em relação à cilindrada, vibram demais e esquentam exageradamente as pernas dos ocupantes. Além disso, as motos não são estáveis em curvas. O fabricante já empreendeu tentativas de renovação, mas alega que muitos clientes rejeitam evoluções. Viu como essa turma é chata?

Fotos: Divulgação

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sábado, 31 de outubro de 2020

Conheça o carro que Sean Connery transformou em ícone como James Bond

O Aston Martin DB5 usado pelo personagem James Bond no filme 007 contra Goldfinger (1964) é um dos carros mais icônico carro da história do cinema. Ao volante do modelo, estava o ator Sean Connery, que faleceu neste sábado (31), aos 90 anos.

O esportivo inglês e Sean Connery ficaram fortemente associados. A Aston Martin lamentou o falecimento do ator em suas redes sociais.

O Aston Martin DB5 foi lançado em 1963 como substituto do DB6. Entre as principais “novidades” do modelo, estava a adoção de um câmbio manual de cinco marcas, freios a disco hidráulicos e vidros elétricos.

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aston martin db5

O motor tem seis cilindros em linha, 4.000 cm³ de deslocamento, três carburadores horizontais Weber, 270 cv capazes de levá-lo da imobilidade aos 100 km/h em 8 s e cravar velocidade final em torno de 250 km/h, como então.

Você sabe da onde veio o “DB” que batiza os modelos Aston Martin? Veja no vídeo!

Recriação do Aston Martin de James Bond

O modelo foi tão icônico que a Aston Martin voltou a produzir o DB5 de James Bond, com direito a toda parafernália utilizada pelo agente 007 interpretado por Sean Connery.

O veículo vem equipado com lançador de óleo traseiro, cortina de fumaça, telefone, radar, escudo à prova de balas, placas giratórias e até metralhadoras (falsas, é claro) na dianteira.

Serão apenas 25 unidades e a maioria já está vendida. Porém, há também uma má notícia: o preço sugerido do modelo é de £ 2,75 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 20 milhões, sem contar impostos.

Além do mais, o modelo não tem garantia e, dependendo da legislação de trânsito do país do comprador, não pode circular em via pública, devido à ausência de equipamentos de segurança obrigatórios.

Metralhadoras saíam na dianteira do DB5
Assento ejetor é um dos itens
Veículo é visualmente idêntico ao utilizado no filme 007 contra Goldfinger
Veículo é visualmente idêntico ao utilizado no filme 007 contra Goldfinger
Dispositivo para produzir fumaça
Motor de seis cilindrosem linha
Equipamentos ajudaram 007 a se livrar de inimigos
Escudo balístico
Veículo é visualmente idêntico ao utilizado no filme 007 contra Goldfinger
Comandos para os equipamentos
Um “telefone móvel” fazia parte do pacote
Até radar era equipamento do 007 de James Bond

Fotos: Divulgação

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Mitsubishi L200 Triton Sport tem nova versão Sertões

Mitsubishi

Como patrocinadora do maior rally das Américas, a Mitsubishi Motors acaba de lançar a série especial L200 Triton Sport Sertões. O principal diferencial da picape está nos detalhes exclusivos que fazem alusão à competição. A série especial produzida sob encomenda tem como base as versões de acabamento GLS, HPE e HPE-S. As pré-reservas começam nesta sexta-feira (30). Os valores, entretanto, seguem em definição.

Do lado de fora, a picape exibe faixas na cor laranja – mesma cor oficial do emblema do Sertões. Detalhes em preto brilhante estão em peças como rodas (liga-leve com 18″) e em parte da grade dianteira. A série recebe, ainda, pneus 265/60. O componente é voltado para uso off-road. O logotipo do Sertões vai colado nas laterais e na parte superior direita da tampa traseira.

l200
Mitsubishi/Divulgação

No interior da L200 Triton Sport Sertões, todavia, destaque para o revestimento em borracha vulcanizada que reveste o assoalho. A escolha, por exemplo, facilita a lavagem e é ideal para situações fora de estrada. Detalhes de acabamento em laranja brilhante revestem o contorno do painel central e as saídas de ar.

Motorização se mantém

Apesar dos apetrechos em menção ao Rally dos Sertões, de resto, nada muda. A mecânica da picape continua inalterada com sistema de suspensão independente na dianteira e eixo rígido na traseira e câmbio automático de seis marchas. Assim como nas três outras versões da L200 Triton Sport, o motor é o 2.4 turbodiesel com quatro cilindros e 190 cv de potência. O torque é de 43,9 mkgf.

l200
Mitsubishi/Divulgação

Também como item de série, a L200 Triton Sport Sertões tem tração 4×4. O seletor de modo de condução Super Select 4WD-II (SS4-II), afinal, é disponível só nas configurações HPE e HPE-S. Dessa forma, a novata oferece mesmo pacote das versões base.

Em síntese, bloqueio do diferencial traseiro, sistema de entretenimento com tela sensível ao toque de 7 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto e computador de bordo estão na lista. Por fim, sensor crepuscular, de chuva e de estacionamento (frontal e traseiro) completam o pacote. O ar-condicionado, a princípio, tem saídas no teto. Bancos revestidos de couro com ajustes elétricos para o motorista, enfim, seguem nas versões mais caras. As entregas começam em março, informa a Mitsubishi.

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Ford concretiza a venda da fábrica de São Bernardo do Campo

ford

A Ford anunciou neste sábado (31) que concluiu a venda da fábrica de São Bernardo do Campo (SP) para a Construtora São José. Empresa especializada em empreendimentos logísticos. E para a FRAM Capital, empresa de gestão de recursos. A transação para venda da planta da Ford é resultado de um processo que começou no ano passado. Antes de fechar negócio, houve outros compradores potenciais. De acordo com a Ford, as duas empresas apresentaram “a melhor alternativa para a planta e para a região”.

De acordo com o comunicado da montadora, a empresa vinha dando prioridade para “projetos que melhor atendessem às necessidades da região”, diz Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul e Grupo de Mercados Internacionais.

Nova dona da fábrica da Ford atua em várias áreas da construção

Atualmente, a Construtora São José atua tanto no mercado de imóveis residenciais de alto padrão como na área comercial. Segundo o site da empresa, fazem parte do portfólio da construtora obras como o hotel Holliday Inn do Anhembi, o Hospital São Luiz do Morumbi, o edifício comercial Vista Verde Offices, todos em São Paulo. E o hotel Hyatt Place de São José do Rio Preto. Ainda assim, fora da capital paulista, a empresa também tem empreendimentos em diversas cidades do Brasil.

O fechamento do negócio com a construtora São José representou uma guinada nas negociações. No início de setembro do ano passado, a Ford esteve muito perto de concretizar a venda para o Grupo Caoa.

Caoa este perto de fechar negócio

Na época, a empresa pretendia produzir no local automóveis da chinesa Changan. Em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, no dia 3 de setembro, pelo menos dois representantes da marca chinesa participaram de um encontro que teve a presença do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Um deles, que preferiu não se identificar, deixou escapar que havia uma comitiva da empresa no Brasil acertando os detalhes da parceira.

Além de João Doria, o encontro contou com a presença dos presidentes da Ford América Latina, Lyle Watters. E do Grupo Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade. O empresário brasileiro chegou a confirmar que pretendia usar a fábrica do ABC para fazer carros “de uma marca chinesa”, sem citar qual. Contudo, logo após o fim do evento, Andrade saiu do local rapidamente, sem falar com os jornalistas. Questões sindicais podem ter emperrado as negociações.

A Caoa produz no País modelos da chinesa Chery em Anápolis (GO) e Jacareí (SP). Além disso, também na planta goiana, o Grupo monta modelos da Hyundai.

Afora as atividades fabris, a Caoa representa no Brasil a marca japonesa Subaru, e é uma tradicional revendedora Ford.

Em Jacareí são feitos os sedãs Chery Arrizo 5 e 6 e o SUV compacto Tiggo 2. Em Goiás são feitos modelos da Hyundai (o caminhão HR e os SUVs ix35 e New Tucson), além dos SUVs Caoa Chery Tiggo 5X, Tiggo 7 e Tiggo 8.

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Radares não podem mais ficar escondidos; veja outras mudanças na fiscalização

A partir deste domingo, dia 1º de novembro, passam a valer os requisitos técnicos mínimos para a fiscalização da velocidade de veículos automotores, elétricos, reboques e semirreboques definidos pela Resolução Nº 798, publicada em setembro pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Dentre as novas regras para os radares está, inclusive, a determinação de que haja um mapeamento dos locais passíveis de fiscalização por dispositivos móveis.

Com as medidas, o Contran pretende privilegiar o caráter educativo, em vez do meramente punitivo, em suas fiscalizações de trânsito.

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agente do detran com radar movel ou radar portatil em maos na beira de rodovia no para
Radares fixos e móveis não podem estar escondidos (Foto: Detran PA | Divulgação)

A Resolução 798 apresenta critérios claros para evitar que os radares sejam instalados em locais pouco visíveis. A norma determina que os pontos de fiscalização fixos sejam precedidos de sinalização, de forma a garantir a segurança viária e informar, aos condutores, a velocidade máxima permitida para o local.

De acordo com o texto, os medidores de velocidade não podem ser afixados em árvores, marquises, passarelas, postes de energia elétrica, ou qualquer outra obra de engenharia, de modo velado ou não ostensivo.

Segundo o presidente do Contran e diretor-geral do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Frederico Carneiro, o propósito das mudanças é fazer com que o condutor seja alertado do limite de velocidade da via, perceba os riscos, reduza a velocidade do veículo e, com isso, reduza as chances de sofrer acidentes.

“O que se pretende é fazer com que os limites de velocidade sejam obedecidos em vez de simplesmente multar o condutor. A fiscalização ostensiva e educativa fortalece medidas preventivas e de segurança, evitando violações de normas”, acrescentou Carneiro à Agência Brasil.

Entre as mudanças implementadas estão também a proibição do uso de equipamentos sem dispositivo registrador de imagem e a restrição do uso do radar do tipo fixo redutor em trechos críticos e de vulnerabilidade de usuários da via, especialmente, pedestres, ciclistas e veículos não motorizados.

Radares móveis ou portáteis

O uso de medidores do tipo portátil para a fiscalização do excesso de velocidade, por sua vez, é restrito às seguintes situações:

I – nas vias urbanas e rurais com características urbanas, quando a velocidade máxima permitida for igual ou superior a 60 km/h (sessenta quilômetros por hora); e

II – nas vias rurais, quando a velocidade máxima permitida for igual ou superior a:

  • a) 80 km/h em rodovia; e
  • b) 60 km/h em estrada.

O órgão ou entidade com circunscrição sobre a via deve mapear e publicar em seu site a relação de trechos ou locais em que está apto a ser fiscalizado o excesso de velocidade por meio de equipamento portátil (radar).

Nos locais em que houver instalado medidor de velocidade do tipo fixo, os medidores de velocidade portáteis somente podem ser utilizados a uma distância mínima de:

I – 500 metros em vias urbanas e em trechos de vias rurais com características de via urbana; e

II – 2.000 metros para os demais trechos de vias rurais.

Os medidores de velocidade do tipo portátil somente devem ser utilizados por autoridade de trânsito ou seu agente, no exercício regular de suas funções, devidamente uniformizados, em ações de fiscalização, não podendo haver obstrução da visibilidade, do equipamento e de seu operador, por placas, árvores, postes, passarelas, pontes, viadutos, marquises, ou qualquer outra forma que impeça a sua ostensividade.

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Radares não podem mais ficar escondidos; veja outras mudanças na fiscalização

A partir deste domingo, dia 1º de novembro, passam a valer os requisitos técnicos mínimos para a fiscalização da velocidade de veículos automotores, elétricos, reboques e semirreboques definidos pela Resolução Nº 798, publicada em setembro pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Dentre as novas regras para os radares está, inclusive, a determinação de que haja um mapeamento dos locais passíveis de fiscalização por dispositivos móveis.

Com as medidas, o Contran pretende privilegiar o caráter educativo, em vez do meramente punitivo, em suas fiscalizações de trânsito.

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Radares fixos e móveis não podem estar escondidos (Foto: Detran PA | Divulgação)

A Resolução 798 apresenta critérios claros para evitar que os radares sejam instalados em locais pouco visíveis. A norma determina que os pontos de fiscalização fixos sejam precedidos de sinalização, de forma a garantir a segurança viária e informar, aos condutores, a velocidade máxima permitida para o local.

De acordo com o texto, os medidores de velocidade não podem ser afixados em árvores, marquises, passarelas, postes de energia elétrica, ou qualquer outra obra de engenharia, de modo velado ou não ostensivo.

Segundo o presidente do Contran e diretor-geral do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Frederico Carneiro, o propósito das mudanças é fazer com que o condutor seja alertado do limite de velocidade da via, perceba os riscos, reduza a velocidade do veículo e, com isso, reduza as chances de sofrer acidentes.

“O que se pretende é fazer com que os limites de velocidade sejam obedecidos em vez de simplesmente multar o condutor. A fiscalização ostensiva e educativa fortalece medidas preventivas e de segurança, evitando violações de normas”, acrescentou Carneiro à Agência Brasil.

Entre as mudanças implementadas estão também a proibição do uso de equipamentos sem dispositivo registrador de imagem e a restrição do uso do radar do tipo fixo redutor em trechos críticos e de vulnerabilidade de usuários da via, especialmente, pedestres, ciclistas e veículos não motorizados.

Radares móveis ou portáteis

O uso de medidores do tipo portátil para a fiscalização do excesso de velocidade, por sua vez, é restrito às seguintes situações:

I – nas vias urbanas e rurais com características urbanas, quando a velocidade máxima permitida for igual ou superior a 60 km/h (sessenta quilômetros por hora); e

II – nas vias rurais, quando a velocidade máxima permitida for igual ou superior a:

  • a) 80 km/h em rodovia; e
  • b) 60 km/h em estrada.

O órgão ou entidade com circunscrição sobre a via deve mapear e publicar em seu site a relação de trechos ou locais em que está apto a ser fiscalizado o excesso de velocidade por meio de equipamento portátil (radar).

Nos locais em que houver instalado medidor de velocidade do tipo fixo, os medidores de velocidade portáteis somente podem ser utilizados a uma distância mínima de:

I – 500 metros em vias urbanas e em trechos de vias rurais com características de via urbana; e

II – 2.000 metros para os demais trechos de vias rurais.

Os medidores de velocidade do tipo portátil somente devem ser utilizados por autoridade de trânsito ou seu agente, no exercício regular de suas funções, devidamente uniformizados, em ações de fiscalização, não podendo haver obstrução da visibilidade, do equipamento e de seu operador, por placas, árvores, postes, passarelas, pontes, viadutos, marquises, ou qualquer outra forma que impeça a sua ostensividade.

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