domingo, 1 de novembro de 2020

Triumph revela a inédita Trident 660, nova naked de entrada que chega em 2021

Com transmissão ao vivo pela internet para o mundo inteiro, a Triumph revelou nesta sexta-feira (30) a Trident 660, sua nova naked para a categoria de roadsters médias. O modelo chega posicionado abaixo da Speed Triple e é o primeiro fruto da parceria com a indiana Bajaj, anunciada em janeiro.

A nova naked de média cilindrada recebeu o mesmo batismo dado à primeira moto da Triumph com motor de três cilindros, lançada em 1968.

Foto: Triumph/Divulgação

Novo motor tricilíndrico

Por sinal, o novo motor tricilíndrico de 660 cm³ será um trunfo da Trident. A unidade produz 81 cv de potência a 10.250 rpm e um torque de 6,5 mkgf a 6.250 rotações, acoplada a um câmbio de seis marchas. Segundo a marca britânica, 90% do torque fica disponível em ampla faixa de giros.

Com este conjunto, Trident deve se destacar perante rivais com motores de dois cilindros. Entre estes modelos estão Honda CB 500F, Kawasaki Z400 e Yamaha MT-03. A naked também estará habilitada competir com motos de 4-cilindros, como a Honda CB 650R.

A Triumph diz que o motor tricilíndrico foi desenvolvido especificamente para a Tridente e conta com 67 novos componentes. A fabricante promete uma pilotagem inspiradora, ágil e divertida, no que deve ajudar o chassi tubular de 189 kg montado sobre rodas de liga leve raiadas de aro 17.

Foto: Triumph/Divulgação

Modo chuva

A Trident contará com alguns recursos eletrônicos interessantes de auxílio à condução. Além do controle de tração ajustável, capaz de interpretar as condições de momento, a naked terá dois modos de condução: “Road”, para viagens sobre o asfalto, e “Chuva”, para situações de menor aderência.

Os dispositivos se somam a outros componentes de marcas premium, como a suspensão da Showa que traz garfos invertidos de 120 milímetros na dianteira. Outro destaque é o sistema de freios da Nissin com pinças dianteiras deslizantes de dois pistões e discos duplos de 310 mm.

Foto: Triumph/Divulgação

Design retrô

A despeito de ser a primeira Triumph feita em parceria com a indiana Bajaj, a Trident é bastante fiel à moto lançada no fim dos anos 1960. O design retrô contempla detalhes nostálgicos, como as cavidades na carenagem do tanque, que são anatômicas para as pernas.

Faróis e painel de instrumentos seguem o figurino clássico da marca e são redondos, com iluminação Full LED nos conjuntos óticos. De resto, a moto segue o padrão da categoria, com para-lamas curtinho, escape posicionado logo abaixo do motor, e traseira empinada que deixa a roda exposta.

Foto: Triumph/Divulgação

A nova Trident tem seu lançamento global previsto para o final de janeiro de 2021 e deve chegar ao mercado brasileiro no segundo semestre.

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Garantia de três meses para carro usado só vale para motor e caixa?

Esse assunto já foi comentado aqui no nosso  AutoPapo, mas outra vez eu recebo uma questão a respeito da garantia do carro usado. Então, vamos novamente insistir nisso aqui, porque essa PI-CA-RE-TA-GEM não deixa o pessoal fazer valer os seus direitos. Aliás, a rigor, o pessoal mal  sabe quais são os seus direitos.

Por que? Porque  as lojas de carros usados, as concessionárias, algumas também adoram avisar, informar, anunciar que carro usado aqui tem garantia de três meses, para motor e caixa. Quem inventou isso? Eu queria descobrir, sabe? Quem inventou essa história de que garantia é só de motor e caixa por três  meses?

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O Código do Consumidor é muito claro, muito objetivo. Qualquer produto usado que  se venda através de uma empresa jurídica, uma pessoa jurídica, loja concessionária, seja lá quem  for, existe uma garantia de três meses para todo o produto.

Se eu comprar um carro usado, rodar  um mês e der um problema no freio ou se o motor  ferver, seja lá o que for, a loja que me vendeu é obrigada a dar garantia. Durante três meses!  Nada de apenas motor e caixa.

Eu vou até falar mais: consultei um advogado que me deu a seguinte dica, se esse picareta anunciar garantia de motor e caixa por três meses, então motor e caixa vão ter seis meses de garantia. Porque três meses o  carro inteiro tem, se ele está anunciando três meses motor e caixa, então motor e caixa passam a ter mais três meses. Faça valer seus direitos!

Garantia legal de três meses para carro usado vale para todo o produto, não só para motor e caixa

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Rio Moto Week retoma calendário de eventos de motos em dezembro

motos

Com o retorno dos eventos aos poucos, o segmento de duas rodas terá seu primeiro teste. O Rio Moto Week vai abrir as portas na cidade maravilhosa entre 4 e 6 de dezembro. O evento terá marcas via concessionárias, de acessórios, como itens de segurança e peças para motos.



Para aquecer o evento, a partir do dia 20 de novembro haverá espaço para exposição de motos clássicas e encontro de moto clubes no mesmo local. Além disso, o evento terá sorteios para os visitantes.

No final de semana do evento haverá sete bandas no local e uma variedade de opções de alimentação. Eles estão espalhados pelos 2.500m² de área total. O evento quer ser uma espécie de aquecimento para o Salão Moto Brasil; uma feira que leva as novidades do segmento de motos para o Rio de Janeiro todos os anos.

O Rio Moto Week será “pet friendly”, ou seja, você poderá comparecer com seu animal de estimação. O evento terá ainda uma espaço para a ONG Entre Pegadas, que estará lá com uma feira de adoção de animais. Ela também vai aceitar doação de rações para cães e gatos ou 1 kg de alimento não perecível.

Como a pandemia ainda não acabou, segundo a organização será obrigatório o uso de máscara e a manutenção do distanciamento social entre os presentes.

O estacionamento para motos e triciclos será gratuito no evento. A organização ressalta que a localização é estratégica; próximo à Linha Amarela e a outras vias que ligam o Rio de Janeiro a barra.

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Serviço

1º Rio Moto Week
Datas: 4, 5 e 6 de dezembro de 2020
Horários: sexta das 17h às 22h; sábado das 12 às 22h; e domingo das 12h às 20h
Local: estacionamento do Aerotown Power Center – Av. Ayrton Senna, 2.541 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro – RJ

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Conheça 5 motos elétricas à venda no Brasil

A oferta de veículos elétricos tem crescido consideravelmente no Brasil. Após a chegada dos carros, é a vez das motocicletas conquistarem os consumidores. Scooters e streets nacionais e importadas estão disponíveis por preços a partir de R$ 9.400. Confira ficha técnica de 5 das motos elétricas mais vendidas no país.

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1. Voltz EV1

A Voltz Motors apresentou, no começo de 2020, a scooter elétrica EV1. Com preço sugerido de R$ 9.490, a moto é equipada com motor Bosh de 1800 watts de potência.

scooter eletrica voltz ev1 preta vista de lado
Voltz EV1 é, atualmente, a scooter elétrica mais barata do Brasil (Foto: Voltz | Divulgação)

Confira a ficha técnica do modelo que é produzido em Pernambuco:

  • Velocidade máxima: 60 km/h
  • Função de marcha a ré: sim
  • Bateria: Lítio 60v 28ah
  • Ciclo de carga: 1000 ciclos (garantia até 600 ciclos)
  • Tempo de recarga: até 5 horas
  • Autonomia: 60 km
  • Capacidade de carga: 180 kg

A Voltz EV1 tem farol dianteiro, lanterna traseira e piscas LED, USB, conexão Bluetooth, chave de presença (SmartKey), duas tomadas e alto-falantes.

Dimensões da moto elétrica:

  • Peso seco: 112 kg
  • Dimensões(CxAxL): 1880 x 710 x 110 mm
  • Entre-eixos: 1350 mm

2. Aima M3ZU

A fabricante chinesa Aima chegou ao Brasil em novembro de 2019. Desde então, seu modelo M3ZU, de 800 W, conquistou o posto de mais vendido da marca no país. A scooter importada tem valor próximo a R$ 10 mil.

Veja mais detalhes da M3ZU:

  • Velocidade máxima: 45 km/h
  • Potência: 800 W
  • Bateria: Aima
  • Tempo de recarga: 6 a 8h
  • Autonomia: 60 a 80 km
  • Capacidade de carga: 150 kg
  • Peso seco: 100 kg
aima m3zu vermelha
(Foto: Aima | Divulgação)

2. Muuv Custom S

Com visual curioso, a Custom S não se configura exatamente como motocicleta ou ciclomotor. Por isso, não é preciso ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para conduzi-la. Outro benefício é que não há necessidade de emplacamento. O ponto fraco da scooter é a velocidade máxima de até 35km/h.

Preço da Custom S: R$ 11.999 à vista.

Confira a ficha técnica da scooter elétrica:

  • Velocidade máxima: 35 km/h
  • Bateria: Lítio 15ah
  • Ciclo de recarga: 2.800 ciclos completos
  • Motor: 1500 W
  • Autonomia: 50 km
  • Capacidade de carga: 150 kg
  • Peso seco: 70 kg

A Custom S oferece farol LED, conexão Bluetooth, freios a disco nas duas rodas, chave reserva e alarme.

muuv custom s branca
Muuv Custom S não exige CNH (Foto: Muuv | Divulgação)

4. Voltz EVS

A Voltz lançou, em setembro, a moto elétrica modelo street EVS, que se adapta à necessidade do seu usuário, que escolhe entre adquirir uma ou duas baterias. Com preços partindo de R$ 15.900, o modelo será entregue a partir de dezembro.

Confira a ficha técnica do modelo:

  • Velocidade máxima: entre 80 e 120 km/h
  • Potência: 3000 W
  • Bateria: Lítio 72v 33ah
  • Tempo de recarga: até 5 horas
  • Ciclo de carga: 2000 ciclos (garantia até 1500 ciclos)
  • Autonomia: até 180 km
  • Capacidade de carga: 200 kg
  • Função de marcha a ré: sim

A Voltz EVS conta com GPS integrado, conexão 4G,  farol dianteiro, lanterna traseira e piscas LED, USB, conexão Bluetooth, chave de presença (SmartKey), duas tomadas e alto-falantes.

moto elétrica voltz evs em apresentação
EVS será entregue a partir de dezembro (Foto: Voltz | Divulgação)

Dimensões da moto elétrica:

  • Peso seco: 130 kg
  • Dimensões (CxAxL):  1,98 m x 1,34 m x 0,76 m
  • Entre-eixos: 1,46 m
  • Rodas: aro 17″

5. Energie Mobi Super Soco TC

Vendida por R$ 21.900, a Energie Mobi Super Soco TC faz uma releitura das motocicletas dos anos 50. A moto elétrica tem sistema de freio CBS combinado, disco de freio dianteiro de 240 mm, disco de freio traseiro de 180 mm e frente de pinça do pistão duplo.

Confira a ficha técnica do modelo:

  • Velocidade máxima: 75 km/h
  • Bateria: Lítio (18650) 60V / 30Ah
  • Motor: Bosch 1500 W
  • Autonomia: até 120 km

Dimensões da moto elétrica:

  • Peso seco: 70 kg
  • Dimensões(CxAxL): 192,4 cm x 71 cm x 109,8 cm
  • Entre-eixos: 132 cm
energie mobi super soco tc verde vista de lado
Mostrador de velocidade da Mobi Super Soco TC une o ponteiro analógico ao computador de bordo digital (Foto: Energie Mobi | Divulgação)

Atenção! As motos elétricas devem ser emplacadas. Para dar início ao processo é necessário ter em mãos a nota fiscal do veículo e o termo de constatação com o chassi decalcado.

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Onix deve fechar outubro como o modelo mais vendido do Brasil

Onix

O mês não fechou ainda, mas ao que tudo indica, outubro repetirá o bom número de vendas de setembro. De acordo com os dados preliminares da Fenabrave, associação que reúne os concessionários do País, a principal mudança é a retomada do Chevrolet Onix ao posto de carro mais vendido do Brasil. Ao contrário do mês passado, quando perdeu o reinado para a Fiat Strada, o hatch da GM segue líder, com 11.599 emplacamentos.

A picape da marca italiana, que reinou absoluta, com 11.873 emplacamentos em setembro, não deve ultrapassar a casa das 10 mil unidades neste mês. Até agora, vendeu 9.845, abocanhando o segundo lugar da lista. Para completar o pódio, o Hyundai HB20 sobe para terceiro, com 336 unidades a mais que o Volkswagen Gol. Respectivamente, 8.597 contra 8.261.

Nas demais posições do top, nada de mudanças drásticas, como você confere na lista abaixo. Apenas dança das cadeiras. Alguns desceram, outros subiram e, na base do top 10, o Jeep Renegade se mantem estável. O SUV, aliás, já vendeu mais que no mês anterior. Em setembro, foram 5.748. Ja no mês de outubro (ainda sem o fechamento oficial), a soma é de 5.884 emplacamentos.

1º – Chevrolet Onix: 11.599
2º – Fiat Strada: 9.845
3º – Hyundai HB20: 8.597
4º – Volkswagen Gol: 8.261
5º – Chevrolet Onix Plus: 8.242
6º – Fiat Argo: 7.356
7º – Ford Ka: 7.154
8º – Chevrolet Tracker: 6.367
9º – Jeep Compass: 5.912
10º – Jeep Renegade: 5.884

Onix
Hyundai/Divulgação

Na internet, dá HB20

Apesar de o Chevrolet Onix ser o modelo mais escolhido pelo consumidor brasileiro na hora de fechar negócio, quem leva o titulo de mais procurado é o Hyundai HB20. De acordo com o estudo da Digicarro, plataforma digital que permite cotação e negociação de veículos zero km, o hatch da marca sul-coreana se manteve no topo da lista de preferência nas pesquisas feitas pela internet.

A empresa afirma que a alta na demanda pelo HB20 foi de 13,4% em comparação com o mês anterior. Na sequência vêm o Chevrolet Ônix (9,9%) e Hyundai Creta (6,7%). De acordo com Victor Raful, CEO da Digicarro, “O isolamento social acelerou o movimento da digitalização no País”.

Para ele, a pandemia evidenciou a possibilidade de negociação e compras pela internet. Ou seja, o brasileiro aprendeu que, tomando todos os cuidados, é totalmente viável optar por meios online, também, para compras de maior valor.

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Fanboys automotivos: listamos os 5 grupos mais chatos da internet

Quem é muito radical em relação a determinado tema pode colecionar inimizades. Pontos de vista opostos frequentemente provocam discussões sobre política, religião e futebol. Porém, nem mesmo os assuntos mais corriqueiros, como o automóvel, escapam do fanatismo. Afinal, existem fanboys dispostos a defender com unhas e dentes suas marcas e modelos preferidos.

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Sabe aquela banda que tem músicas até legais, mas cujos fãs são tão extremados que acabam gerando antipatia? Então, a lógica de alguns fissurados em carros é mais ou menos essa: muitas vezes o produto que eles cultuam é bom, mas as qualidades são exageradamente amplificadas pelas vozes dos admiradores. Confira, no listão de hoje, os 5 tipos de fanboys mais chatos da internet.

1. “APzeiros”

motor ap 1 6 saveiro titan 2007
Motor Volkswagen AP é objeto de louvor para os fanboys

A linha de motores AP, da Volkswagen, é uma das mais bem-sucedidas já fabricadas no Brasil? Sem dúvida! O projeto entrou para a história da indústria automobilística? Claro que sim! Mas, para os fanboys – ou APzeiros, como são conhecidos – tudo isso  ainda é pouco. Na cabeça deles, nenhum outro propulsor sequer chega perto do AP, o melhor de seu gênero, disparado, já feito no mundo até hoje.

Nem adianta argumentar que o projeto ficou ultrapassado. Os motores AP, que nos anos 80 reinavam quase absolutos no país, já entregavam números de potência e torque medianos a partir da virada do século. Caso tivessem continuado em produção, teriam, hoje, baixíssimos índices de eficiência energética.

Isso, aliás, não é demérito algum. Afinal, todo projeto de engenharia torna-se ultrapassado em algum momento. É esse o ciclo natural, e inevitável, de qualquer produto industrial. Além do mais, mesmo antigo, o motor AP continua se destacando pela robustez e pela facilidade de manutenção. Só não diga aos fanboys que também existem outras boas opções no mercado.

2. “Opaleiros”

chevrolet opala s 1988
Opala saiu de linha há quase três décadas, mas alguns consumidores ainda estão de “luto”

Tudo o que foi dito a respeito dos APzeiros pode ser aplicado a outro grupo de fanboys: os Opaleiros. Para essas pessoas, o fato de a Chevrolet ter retirado o Opala de linha constitui um pecado mortal, um erro imperdoável, um ato nefasto! Viúvos e viúvas guardam luto até hoje pela morte do modelo que, sob a ótica deles, é o maior automóvel da história.

O Opala é um dos carros mais longevos do Brasil: foi produzido ininterruptamente de 1968 a 1992. O projeto sofreu várias atualizações, mas nunca foi inteiramente refeito. Isso decorre, por um lado, das boas qualidades técnicas, mas, por outro, do fato de o mercado nacional ter permanecido fechado às importações entre 1976 e 1990. Com apenas quatro grandes fabricantes instalados no país, faltava concorrência.

A velhice do Opala ficou evidente na década de 1990, quando vieram os importados e novas multinacionais instalaram-se por aqui. Não, então, houve outra opção para a Chevrolet senão retirá-lo de linha. Alguns defeitos, como a falta de estabilidade em curvas e o alto consumo, já eram, então, bem evidentes. Mas isso, para os fanboys, pouco importa: eles sempre enxergarão apenas o luxo, o acabamento e o espaço interno do modelo.

3. Fanboys do câmbio Dualogic/GSR

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Câmbios automatizados de uma embreagem deixaram o mercado depois de apenas 12 anos

Já que existem fanboys de motor, não surpreende que alguns cultuem câmbios. Eles não são muitos, mas sempre se manifestam nas redes em defesa das transmissões automatizadas da Fiat. Batizado inicialmente de Dualogic, esse sistema chegou ao país em 2008. Em 2017, foi rebatizado de GSR (sigla de Gear Smart Ride) após a adoção de alguns aperfeiçoamentos. Recentemente, tal mecanismo deixou o mercado.

A transmissão automatizada de uma embreagem é, surpreendentemente, muito parecida com um sistema manual. A diferença é que as marchas são trocadas de modo autônomo, por um mecanismo de atuadores hidráulicos ou elétricos, ligado a uma central eletrônica.

Apesar de dispensar o motorista de cambiar as marchas, tal sistema automatizado é bem mais limitado que uma caixa automática propriamente dita. O maior problema é a falta de suavidade na operação: as trocas de marchas são frequentemente acompanhadas de trancos. Além disso, com o tempo, será necessário trocar alguns componentes, inclusive a embreagem.

Inicialmente, os automatizados apresentavam algumas vantagens, como peso reduzido e custo de produção mais baixo em relação a um câmbio automático convencional. Entretanto, a tecnologia, como sempre, avançou: surgiram os sistemas automatizados de dupla embreagem, muito mais rápidos e suaves; os próprios automáticos tornaram-se mais leves, eficientes e acessíveis.

Embora outros fabricantes, entre os quais Volkswagen, Renault e Chevrolet, tenham utilizado conjuntos semelhantes, os sistemas da Fiat são os que aparentam ter mais defensores. Os fanboys argumentam que o problema é o usuário, que não saberia usar corretamente a transmissão. O fato de os automatizados monoembreagem terem entrado em extinção no mundo inteiro é mero detalhe.

4. Fanboys do Toyota Etios

etios
Hatch e sedã da gama Etios não deslancharam no mercado

As notícias mais recentes sobre o Etios não são animadoras. A gama já saiu de linha na Ásia e terá o mesmo destino na América do Sul.  A Toyota desistiu de desenvolver uma nova geração porque consumidores do mundo todo criticaram o design e o interior despojado. O fabricante, então, investirá apenas na linha Yaris, que tem porte semelhante.

Pronto: foi o bastante para provocar uma choradeira entre os fanboys, que exaltam as qualidades mecânicas do hatch e do sedã. Grosso modo, os defensores descrevem o motor como “inquebrável”; na outra ponta, julgam que design e interior mais caprichados não passam de firulas.

Bem, cada qual com seu gosto, mas a questão é que, para a maioria, os atributos mecânicos não parecem bastar para justificar a compra de um Etios. Tanto que o hatch e o sedã vêm acumulando números de vendas discretos nos últimos anos. Talvez os fãs já devam ir se conformando, para não sofrerem demais quando a morte do modelo chegar, dentro de um ou dois anos.

5. Fanboys do Volkswagen up! TSI

VW up! 2020
Up! TSI tem bom desempenho, mas, ao contrário do que pensam os fanboys, não é esportivo

Primeiramente, vale destacar que o desempenho é, sim, uma das maiores qualidades do up! TSI. O motor 1.0 turbo com injeção direta rende 105 cv de potência com etanol e 101 cv com gasolina, além de 16,8 kgfm de torque com ambos os combustíveis. Os números podem até não encher os olhos, mas sobram para um hatch subcompacto de apenas 950 kg de peso.

Além de rápido, o up! TSI é econômico, tem bom acerto de suspensão e vem equipado com um câmbio manual de engates precisos. Os fanboys, porém, acham que o modelo é um autêntico esportivo. Os mais pretensiosos parecem até estar ao volante um Porsche. Nem ouse contar para eles que o modelo é um hatch de entrada com foco na eficiência energética, pois soará quase como ofensa pessoal.

Do ponto de vista comercial, o up! não vingou. Considerado caro e despojado pelo público geral, as vendas nunca atingiram o patamar esperado pela Volkswagen. Assim como o Toyota Etios, ele sairá de linha dentro de alguns anos sem deixar sucessor. Como muitos fanboys têm modificado a mecânica de seus carros para extrair ainda mais desempenho, encontrar bons exemplares usados no futuro promete ser tarefa difícil.

Bônus

“Harleyros”

Harley-Davidson Low Rider S
Entusiastas das motos Harley-Davidson até parecem ser membros de uma seita

Ok, esses aqui não são fanboys de carros, e sim de motos. Mas eles merecem um lugar de honra no listão, pois são tão radicais quanto os demais. Para o grupo em questão, a Harley-Davidson está longe de ser simplesmente um fabricante de veículos. É quase uma seita, com direito a encontros periódicos com milhares de membros.

Ícone pop, a Harley-Davidson é tema de muitas manifestações culturais. As aparições no cinema, em especial, fizeram com que a marca fosse associada a um etilo de vida livre. Essa mística é a maior responsável por atrair compradores, interessados no estilo custom das motocicletas e na tradição da empresa. Porém, se a ideia é fazer longas viagens de motocicleta, talvez seja melhor escolher produtos de outros fabricantes.

Cá entre nós, as motocicletas Harley-Davidson são bem limitadas tecnicamente. Os motores de dois cilindros em V desenvolvem pouca potência em relação à cilindrada, vibram demais e esquentam exageradamente as pernas dos ocupantes. Além disso, as motos não são estáveis em curvas. O fabricante já empreendeu tentativas de renovação, mas alega que muitos clientes rejeitam evoluções. Viu como essa turma é chata?

Fotos: Divulgação

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sábado, 31 de outubro de 2020

Conheça o carro que Sean Connery transformou em ícone como James Bond

O Aston Martin DB5 usado pelo personagem James Bond no filme 007 contra Goldfinger (1964) é um dos carros mais icônico carro da história do cinema. Ao volante do modelo, estava o ator Sean Connery, que faleceu neste sábado (31), aos 90 anos.

O esportivo inglês e Sean Connery ficaram fortemente associados. A Aston Martin lamentou o falecimento do ator em suas redes sociais.

O Aston Martin DB5 foi lançado em 1963 como substituto do DB6. Entre as principais “novidades” do modelo, estava a adoção de um câmbio manual de cinco marcas, freios a disco hidráulicos e vidros elétricos.

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aston martin db5

O motor tem seis cilindros em linha, 4.000 cm³ de deslocamento, três carburadores horizontais Weber, 270 cv capazes de levá-lo da imobilidade aos 100 km/h em 8 s e cravar velocidade final em torno de 250 km/h, como então.

Você sabe da onde veio o “DB” que batiza os modelos Aston Martin? Veja no vídeo!

Recriação do Aston Martin de James Bond

O modelo foi tão icônico que a Aston Martin voltou a produzir o DB5 de James Bond, com direito a toda parafernália utilizada pelo agente 007 interpretado por Sean Connery.

O veículo vem equipado com lançador de óleo traseiro, cortina de fumaça, telefone, radar, escudo à prova de balas, placas giratórias e até metralhadoras (falsas, é claro) na dianteira.

Serão apenas 25 unidades e a maioria já está vendida. Porém, há também uma má notícia: o preço sugerido do modelo é de £ 2,75 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 20 milhões, sem contar impostos.

Além do mais, o modelo não tem garantia e, dependendo da legislação de trânsito do país do comprador, não pode circular em via pública, devido à ausência de equipamentos de segurança obrigatórios.

Metralhadoras saíam na dianteira do DB5
Assento ejetor é um dos itens
Veículo é visualmente idêntico ao utilizado no filme 007 contra Goldfinger
Veículo é visualmente idêntico ao utilizado no filme 007 contra Goldfinger
Dispositivo para produzir fumaça
Motor de seis cilindrosem linha
Equipamentos ajudaram 007 a se livrar de inimigos
Escudo balístico
Veículo é visualmente idêntico ao utilizado no filme 007 contra Goldfinger
Comandos para os equipamentos
Um “telefone móvel” fazia parte do pacote
Até radar era equipamento do 007 de James Bond

Fotos: Divulgação

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