quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Uso, posse ou propriedade do carro: ter ou não ter, eis a questão

Uma das dúvidas para quem utiliza o carro no dia a dia é como escolher entre uso, posse ou propriedade. O modelo de compartilhamento começou em 2009 como resposta à crise das hipotecas bancárias nos EUA e se espalhou pelo mundo. Por algum tempo se pensou neste como modelo vencedor, mas não foi bem assim.

Várias fabricantes criaram empresas próprias para alugar veículos. Algumas desistiram do negócio quando os aplicativos se apresentaram como alternativa mais em conta do que táxis. A atividade cresceu tanto que várias cidades impuseram taxas ou tentaram proibir o serviço.

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Houve quem fizesse contas, vendesse seu automóvel e passasse a se deslocar por meio de aplicativos e alguns toques na tela do celular. Porém, também já sentiram alguns inconvenientes como a demora nos horários de pico ou em dias de chuva quando a demanda aumenta muito. Sem contar alguns cancelamentos que podem levar à impontualidade nos compromissos.

Quem roda mais de 500 km por mês, em média, deve fazer contas (inclusive de estacionamento) para saber se vale se desfazer do carro próprio.

transferencia de veiculos compra venda shutterstock


Na ótica do consumidor, o primeiro aspecto é a comparação entre custos de propriedade e de locação de longo prazo. O consultor Francisco Mendes explica: “Aquisição, impostos, seguros, manutenção programada ou corretiva são explícitos e ocorrem ao longo do tempo de uso, enquanto a depreciação do bem só se configura no momento da venda ou troca, mas integra o custo de propriedade.”

Há ainda o aspecto sociológico. Segundo ele, “a grande maioria dos consumidores não faz contas sobre custo de propriedade. Por razões pessoais prefere a propriedade do bem, considerando a segurança financeira de longo prazo.

Quem não gera sua própria renda tende a ter maior insegurança quanto à capacidade de continuar locando ao término do contrato. Sabem que se não houver recursos para a substituição do bem, podem permanecer com o veículo por prazos mais longos e continuar a atender suas necessidades de mobilidade”.

Nos últimos cinco anos, as locadoras alcançaram fatia importante das vendas totais, além da tradicional atuação na área de turismo e terceirização de frotas. O aluguel de longo prazo com tudo incluído, conhecido por “assinatura”, seduz desde motoristas de aplicativos a compradores de maior poder aquisitivo. Estes últimos representam mais rentabilidade e índices de inadimplência bem menores, além dos locatários calcularem com rigor o custo de propriedade.

Mendes aponta forte recuo das locadoras em razão da pandemia. “Há reflexos nas operações de compartilhamento, importante no negócio de locação. As fabricantes não conseguem equilíbrio baseado na venda para grandes frotas e redirecionaram esforços para alcançar este mercado graças à capilaridade de sua rede de concessionárias.”

O carro por assinatura atrai de locadoras a empresas seguradoras. E agora há a iniciativa da VW, Sign&Drive, com T-Cross 200 TSI (12 x R$ 1.899) e Tiguan Comfortline (24 x R$ 3.659). Toyota vai estrear o Kinto Flex no primeiro semestre de 2021.

Alta Roda

OUTUBRO foi mais um mês de recuperação do mercado interno de veículos leves e pesados: média diária de vendas (10.200 unidades) subiu 3% sobre setembro. No acumulado de 10 meses, em comparação ao mesmo período de 2019, houve queda de 30,4%. Especificamente em junho deste ano recuo foi de 75% sobre o mesmo mês do ano passado. Exportações fracas puxaram para baixo a produção: 38% menos.

ESTOQUES totais nunca estiveram tão baixos: apenas 18 dias. A indústria enfrenta velocidade lenta nas linhas de produção e faltas pontuais de peças. Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, admite que a queda no ano será menor que a esperada inicialmente. “Para 2021 está difícil de prever, quando terminar a demanda reprimida pela pandemia e estímulo à economia for reduzido por razões fiscais”, completou.

FENABRAVE confirmou que a comercialização de veículos usados (incluídas as lojas independentes) vem reagindo melhor nos últimos meses. Queda acumulada este ano em relação a 2019 está em 20,5%, o que pode dar suporte a uma recuperação mais animadora em 2021. Até agora foram vendidos 4,7 vezes mais usados do que novos (proporção histórica). A entidade ainda não fez previsões para o próximo ano.

UM PARA CÁ, outro para lá: dois novos produtos serão lançados na próxima semana na Argentina: dia 17, a picape Hilux 2021, para cá, e dia 19, o SUV médio Nivus para lá, importado do Brasil.

BORGWARNER completou 45 anos no Brasil. Começou com turbocompressores para veículos comerciais a diesel. Ao longo do tempo a matriz adquiriu outras marcas como as concorrentes KKK e Schwitzer, a Delco Remy e mais recentemente a Delphi Tecnologies. Desde 2015 tem um centro de pesquisas e desenvolvimento no Brasil. Também desenvolveu o primeiro turbocompressor para motores flex.

ATIVIDADES fora de estrada estão em alta no País. Assim, pneus precisam resistir bem nessas condições. É a aposta da General Tire, com o novo Grabber A/Tx resistente a cortes e picotamentos.

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Recall Kawasaki Ninja H2 SX SE: Moto é convocada por problema eletrônico

Kawasaki Ninja H2 SX SE
Recall Kawasaki Ninja H2 SX SE
Recall Kawasaki Ninja H2 SX SE: todos os proprietários dessas motos, modelo 2019, fabricadas em março de 2018, e modelo 2020, fabricadas em fevereiro de 2019, com números de chassi listados abaixo, devem agendar uma visita a uma das concessionárias da marca para reprogramação do mapa de injeção eletrônica.

O problema

Nas unidades afetadas, se as marchas forem engatadas inapropriadamente, pode ocorrer um erro do programa de controle do motor (ECU), causando aumento súbito nas rotações do motor. Ao engatar a marcha em alta rotação, o choque inicial das engrenagens pode danificar as mesmas, gerando assim uma situação de risco com a possibilidade de acidentes fatais.

Chassis envolvidos

A marca não informou quantas unidades estão envolvidas nesse recall. Mas, assim que eu conseguir a informação, atualizo o post. De toda forma, os chassis envolvidos são os seguintes:
Kawasaki Ano/Modelo Faixa de numeração de chassi
Ninja H2 SX SE 2019 JKBZXVB1*KA007001 até JKBZXVB1*KA007007
Ninja H2 SX SE 2020 JKBZXVD1*LA003001 até JKBZXVD1*LA003005
*Este dígito varia em cada motocicleta

Agendamento e tempo de reparo

Os agendamentos estão disponíveis desde hoje (11/11/2020) e, segundo a montadora, o tempo estimado para a realização do reparo é de aproximadamente 45 minutos. Lembrando que o reparo é gratuito.

Mais informações

Para mais informações, acesse o site da Kawasaki Brasil pelo endereço www.kawasakibrasil.com ou entre em contato com a marca pelo telefone 0800 773-1210, das 8h às 17h.

ACOMPANHE O DE 0 A 100 TAMBÉM PELO:

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Pedestre atropelado embaixo de passarela: de quem é a culpa?

Os motoristas devem zelar pela segurança dos pedestres. A determinação está descrita do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que também prevê sanções para os transeuntes que não respeitam as regras. E fica a questão: quem é o responsável por um atropelamento embaixo de passarela?

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pedestre atravessando a rua debaixo de passarela em salvador bahia shutterstock
Lei de Trânsito afirma que é proibido ao pedestre andar fora da faixa própria, passarela, passagem aérea ou subterrânea (Foto: Shutterstock)

O parágrafo segundo do artigo 29 da Lei de Trânsito deixa claro:

Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.

Em outro local (Art. 170), o CTB até impõe penalidade de multa gravíssima para o condutor que dirigir ameaçando os pedestres que estejam atravessando a via pública. Ao mesmo tempo, o texto indica, no artigo 254, que é proibido ao pedestre andar fora da faixa própria, passarela, passagem aérea ou subterrânea. O comportamento é inclusive passível de multa – em 50% do valor da infração de natureza leve, que custa R$ 88,38. Então, como a questão deve ser encarada?

Culpa em atropelamento embaixo de passarela

Em primeiro lugar, é preciso considerar que, em um acidente de trânsito com ferimento, o causador pode ser responsabilizado por crime de lesão corporal culposa (art. 303 do CTB). Culposa porque, em princípio, nenhum condutor tem a intenção de atropelar um pedestre ou ciclista. O mesmo serve para os transeuntes, que teoricamente não têm a intenção de se machucar.

Tendo em mente a imprudência dos envolvidos em um atropelamento embaixo de uma passarela, só é possível afirmar que cada caso deve ser analisado separadamente.

Em São Paulo, por exemplo, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu pela metade o valor da indenização a ser paga à viúva de um ciclista, morto ao atravessar a linha de trem da extinta Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), em razão da existência de passarela ou passagem de nível que poderia ter sido utilizada para a travessia.

O relator do processo, ministro Aldir Passarinho Junior, destacou que a decisão do TJSP enfatizou a existência, muito próxima do local do acidente, de uma passagem de nível, de sorte que era disponibilizado aos transeuntes um caminho seguro para transpor a linha do trem, do qual o de cujus (falecido) não quis se utilizar, preferindo, provavelmente, um percurso mais cômodo, porém evidentemente muito mais perigoso.

O ministro ressaltou que a existência da passagem de nível não retira a responsabilidade da concessionária, que deveria ter fechado outros acessos, mesmo os abertos de forma clandestina pela população. Mas que não se pode desconhecer que houve absoluto descaso do transeunte ao se furtar em utilizar a passagem de nível, fator que deve ser considerado na avaliação do grau de culpa da empresa.

Existem, por outro lado, inúmeros casos em que a velocidade fora dos padrões permitidos para a via pesa para a condenação do motorista. Falta da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou consumo de sustâncias psicoativas também são agravantes.

Suicídio

Há uma “lenda urbana” de que a morte de pedestres atropelados embaixo de passarelas é considerada suicídio. Como explicado acima, os acidentes, em princípio, não admitem intenção. O que significa que a vítima não pode ser intitulada suicida apenas por ter assumido o risco de não passar pelo local correto.

Multa para pedestre

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) adiou, em 2018, a aplicação de multas para pedestres e ciclistas para março de 2019. A punição é prevista pelo CTB desde 1997, mas nunca foi praticada porque não havia regulamentação. Na data oficial em que a Resolução 731 entraria em vigor, o órgão revogou a exigência por meio de uma publicação no Diário Oficial da União.

O Conselho entendeu que o assunto exige discussões que envolvem engenharia, educação e fiscalização de trânsito. “Antes de estabelecer sanções, deve-se promover efetiva campanha educativa para que todos os envolvidos no trânsito respeitem aqueles que são mais vulneráveis e que eles próprios saibam como ter uma atitude preventiva de acidentes”, afirmou o Contran.

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Porsche mostra van elétrica baseada na Kombi

porsche vision

Às vezes, há coisas que você não sabia que gostaria de ter, até você vê-la. Pois provavelmente aqui está uma delas. Embora a ideia de uma van da Porsche possa parecer algo inconcebível, o protótipo Vision Renndienst é no mínimo interessante.

Criada em 2018 e nunca revelada, a Vision Renndienst é uma espécie de “van espacial” que teve as linhas inspiradas sabem onde? Na velha Volkswagen Kombi, mais especificamente em uma unidade que a Porsche utilizava décadas atrás.

porsche vision
Porsche/Divulgação

Mas é claro que nas mãos da Porsche nossa velha senhora mudou radicalmente. Em vez do formato de tijolo, as linhas da Vision são aerodinâmicas, sem cantos vivos. Além disso, vista de lado ela ostenta saias laterais nunca antes na história da Alemanha utilizadas em uma van. No entanto, pode-se dizer que o vermelho da carroceria é exatamente o mesmo. Da mesma forma, ambas têm quatro rodas.

Os faróis são formados por quatro pontos minúsculos. E os mais atentos vão notar que essa característica de iluminação está sendo empregada pela fabricante em seus carros atuais. Todos têm faróis de LEDs formados por quatro pontos de luz.

Porsche Vision tem motor elétrico

A frente fechada denota a motorização elétrica, que não precisa de ventilação. Mas nisso ela apenas se iguala à Kombi, que não tinha motor a eletricidade, mas igualmente não precisava de ventilação frontal. A dianteira, porém, é bem inclinada. Essa característica provavelmente salvaria o motorista no caso de uma colisão frontal mais severa. No caso da Kombi…

Os designers também optaram por belas rodas de liga leve de cinco raios e forma de treliça. Ainda que você não tenha se convencido de que precisa dessa van, duvidamos que não queira rodas assim em seu carro, seja ele qual for.

porsche vision
Porsche/Divulgação

A traseira é caracterizada por uma estreita lanterna que vai de lado a lado. Essa, aliás, é mais uma antecipação do que viria a ser uma tendência na Porsche e em outras marcas.

Interior acomoda cinco pessoas

A Porsche não revelou imagens da cabine. Como demorou dois anos para mostrar as fotos do exterior, quem sabe o interior apareça em 2022. Mas o banco do motorista da Vision Renndienst fica em posição central, e o restante é modular. Isso significa que os assentos podem ser rearranjados. São cinco lugares.

Como a van é elétrica e todo o sistema de baterias fica sob o assoalho, a fabricante informa que os passageiros dispõem de muito espaço.



Embora o projeto da van tenha sido aparentemente uma “viagem” da Porsche, a empresa afirma que ele traz o “DNA” da fabricante, mesmo sendo um automóvel de um segmento no qual a marca não atua. Nós até acrescentaríamos um “ainda não atua”, se o mundo não pertencesse aos SUVs, esses predadores de vans.

O Vision Renndienst é apenas um de 15 veículos criados entre 2005 e 2019 pela Porsche, mas que foram “guardados a sete chaves” – como se dizia no tempo da Kombi. Agora, eles foram revelados no livro Porsche Unseen (Porsche não visto).

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Conheça os novos atributos do Honda Civic, o sedã médio que menos desvaloriza no Brasil

A Honda acaba de lançar a linha 2021 do sedã médio Civic. Mais evoluído, o modelo recebe sensor crepuscular, novas centrais multimídias em algumas versões e outros equipamentos de série. Confira detalhes de design, dirigibilidade e conforto.

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Itens de série do Honda Civic 2021

Desde a versão LX, o Honda Civic oferece um pacote completo de equipamentos, dos quais se destacam:

  • ar-condicionado digital;
  • freio de estacionamento eletrônico com função Brake-Hold;
  • controle de cruzeiro;
  • botão ECON de modo de condução econômico;
  • vidros elétricos com função “um toque” para subida/descida em todas as posições;
  • câmera para manobras em ré;
  • rodas de liga leve de 17 polegadas com alerta de pressão dos pneus; e
  • transmissão CVT.

Na linha 2021, todas as configurações passam a oferecer faróis com regulagem elétrica de altura e sensor crepuscular. A opção LX ganha o sistema multimídia de 7 polegadas, com conectividade com Apple CarPlay e Android Auto, além de iluminação no porta-luvas e nos espelhos dos para-sóis.

As versões Sport e EX passam a contar com o sistema Smart Key, que elimina a necessidade da chave para destravamento das portas e partida do veículo. A EX ganha ainda saídas de ar condicionado traseiras e sensor de estacionamento traseiro.

Central multimídia da versão LX
Painel e volante da configuração EXL
Faróis FULL LED do Honda Civic EXL
Interior da configuração Touring
Nova multimídia de 7" do Civic Touring
Botão Start/Stop

O modelo EXL, por sua vez, traz como principais novidades a adoção dos faróis Full LED, bem como o farol de neblina em LED – os mesmos adotados no Touring -, além de uma nova central multimídia de 7 polegadas com botão físico giratório para controle do volume, o que torna mais cômoda a operação do sistema de áudio.

A versão Touring também ganha essa novidade na central multimídia e mantém os seus equipamentos exclusivos, como o teto solar elétrico, o sistema de áudio com 10 alto-falantes e 452 watts, o carregamento de celular por indução e o sistema LaneWatch de monitoramento de ponto cego por meio de câmera, dentre outros itens.

Todas as versões do Honda Civic 2021 trazem ainda:

  • airbags frontais (com costura em espiral para melhor desempenho no momento do disparo), laterais e de cortina;
  • controle de tração e estabilidade VSA (Vehicle Stability Assist);
  • sistema de partida em aclive (HSA);
  • sistema de vetorização de torque baseado em frenagem Agile Handling Assist (AHA);
  • luz de frenagem de emergência;
  • freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem (EBD);
  • luzes de rodagem diurna (DRL);
  • lanternas traseiras em LED; e
  • sistema de indicação de perda de pressão dos pneus (TPMS).

Design arrojado

Em meados de 2019 o Civic já havia passado por uma atualização no visual. As versões LX, EX, EXL e Touring trazem grade frontal e molduras laterais do para-choque com acabamento cromado, bem como rodas de liga leve de dez raios de 17 polegadas em grafite brilhante.

Na traseira, todas as versões possuem acabamento cromado na parte inferior do para-choque. Os modelos EXL e Touring têm ainda as colunas de portas em preto brilhante.

A versão Sport, por sua vez, reforça seu caráter mais esportivo com acabamentos frontais e retrovisores em preto brilhante e aerofólio na tampa traseira. As rodas de liga leve de cinco raios, com acabamento diamantado escurecido, finalizam o estilo externo do modelo.

Civic 2021 LX
Traseira da versão EX
Civic 2021 Sport
Frente da opção ELX
Lateral do Honda Civic Touring

Os modelos LX e Sport trazem bancos em tecido premium na cor preta, enquanto as demais versões trazem duas opções de revestimento interno dos bancos em couro: preto ou cinza, dependendo da cor externa.

Para todas as versões do Civic 2021 são disponibilizadas as cores Branco Tafetá (sólida), Prata Platinum (metálica), Preto Cristal (perolizada) e Branco Estelar (perolizada especial). As versões LX, EX, EXL e Touring também estão disponíveis nas cores Cinza Barium e Azul Cósmico (metálicas).

Valor de revenda do Civic

Em 2020 o Honda Civic foi eleito o sedã médio que menos desvaloriza no mercado brasileiro, ou seja, aquele que mais preserva o valor investido pelo proprietário, segundo estudo da Kelley Blue Book Brasil, em parceria com a revista Quatro Rodas.

Estrutura e conjuntos mecânico eficientes

O Civic oferece dois conjuntos motrizes, desenvolvidos para proporcionar um desempenho ágil, com alta eficiência energética e adequado a cada versão. A motorização 2.0 i-VTEC FlexOne, com até 155 cv a 6.300 rpm e 19.5 kgfm a 4.800 rpm no etanol – disponível nas versões LX, Sport, EX e EXL – é acoplada à transmissão continuamente variável (CVT), permitindo um rodar mais confortável e uma melhor eficiência energética.

A transmissão traz a opção de sete marchas simuladas que podem ser trocadas por borboletas atrás do volante nas versões Sport, EX e EXL.

O motor 1.5 de quatro cilindros, que equipa a versão Touring, traz turbo de baixa inércia, injeção direta, variação de tempo de abertura de válvulas (VTC) e válvula wastegate eletrônica, gerando 173 cv a 5.500 rpm, com o torque linear de 22.4 kgfm entre 1.700 rpm a 5.500 rpm.

Este propulsor é acoplado a uma transmissão continuamente variável que entrega ampla potência ao longo de toda a faixa de trabalho do motor e também possibilita as trocas por borboletas atrás do volante.

O Civic foi, segundo a Honda, pensado para competir com sedãs sofisticados em aspectos-chave, como sensação ao volante, precisão de direção, qualidade de rodagem e nível de ruído e vibração. Também se destacam o desempenho em aceleração e frenagem e a entrega de potência de forma linear.

Construído sob a base de uma carroceria ultra rígida e leve, o sistema de suspensão da décima geração adota um conjunto totalmente independente, com multibraços montados no subchassi traseiro. Diferencial do modelo, a suspensão oferece um alto nível de estabilidade lateral.

Buchas hidráulicas melhoram o conforto de rodagem e reduzem as vibrações, sem comprometimento da dirigibilidade esportiva. A caixa de direção elétrica com duplo pinhão e relação variável, exclusividade do Civic, permite maior precisão de direção e senso de controle – com apenas 2,2 voltas de batente a batente.

Internamente, são usados acabamentos de alta qualidade, agradáveis ao toque – no painel de instrumentos, laterais de porta, forro de teto e no largo console central. Além disso, o encaixe das peças recebe atenção especial para reforçar o aspecto superior desta 10ª geração.

O porta-malas traz capacidade de até 525 litros (LX e Sport, 519 litros nas versões EX e EXL e 517 litros na Touring), o maior dentre da história do modelo, com posição de carregamento baixa, ampla abertura e área de carga. O console central possui 7,2 litros de capacidade.

Desenvolvido para proporcionar alta segurança em diferentes cenários, o Honda Civic 2021 traz visibilidade frontal ampla e direção precisa e estável.

A versão Touring possui ainda para-brisa com tratamento acústico que reduz o ruído externo e melhora o conforto sonoro aos ocupantes.

honda civic exl 2021 visto de cima mostrando espaco interno
Honda Civic 2021 transporta cinco passageiros adultos com conforto

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Renault Kwid sofre reajuste e supera os R$ 50 mil

Renault Kwid frontal

A Renault promoveu um novo reajuste de preços na sua gama de veículos no Brasil. E os novos valores chamam a atenção. Pela primeira vez, o popular Kwid superou a faixa dos R$ 50 mil.

No site da marca francesa, o subcompacto parte de R$ 39.390 (sem ar e direção) e alcança R$ 50.390 na versão topo de linha Outsider. Em relação aos preços anteriores, os aumentos foram de R$ 800 a R$ 1.200.

Lançado há três anos, o Renault Kwid estreou a partir de R$ 29.990. Pela versão Zen (mais equipada, com ar-condicionado, direção elétrica, rádio e vidros e travas elétricos) era pedido R$ 34.990.

Após o reajuste, a configuração intermediária tem valor sugerido de R$ 46.990. E o Kwid Intense, que custava R$ 39.990 no lançamento em 2018, passou a R$ 48.990.

Quando o Kwid foi lançado em agosto de 2017, seu preço começava em R$ 29.990 na versão Life, sobia para R$ 35.390 na Zen e chegava a R$ 39.990 na Intense. Como comparação, o Fiat Mobi partia, na mesma época, de R$ 34.210, e o Volkswagen Up! de R$ 37.990.

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Renault-Sandero-frente
Foto: Renault/Divulgação

Logan e Sandero mais caros

As linhas Logan e Sandero também tiveram os preços revisados. E romperam o teto de R$ 60 mil nas versões equipadas com motor 1.0 flex e câmbio manual. Os aumentos nas duas linhas chegam a R$ 1.900.

O intermediário Sandero Zen subiu de R$ 58.790 para R$ 60.390. Já o sedã Logan Life passou de R$ 59.190 a R$ 60.590. No topo da gama, o Sandero RS sai por R$ 81.090, e o aventureiro Stepway alcança salgados R$ 86.490.

O principal vilão da escalada de preços dos carros é o dólar dos Estados Unidos. Desde o início da pandemia, a moeda norte-americana disparou, influenciada também pelas eleições presidenciais no país. Em outubro, véspera das votações, a cotação beirou os R$ 6,00.



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Quer comprar um carro na Black Friday? Veja estas 5 dicas

Pesquisa do Google indica que trocar de carro é um dos desejos dos brasileiros na Black Friday. Por essa razão, as buscas por novos e usados aumentaram. Confira algumas lições que devem ser consideradas ao comprar um carro novo (na Black Friday ou fora dela).

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O estudo desenvolvido pelo Google mostrou que 72% dos interessados em comprar ou trocar um carro em 2020 têm interesse em esperar a Black Friday para fazê-lo. Para 27%, as iniciativas das montadoras, como descontos, serão essenciais para a aquisição do automóvel na data.

“Estamos observando uma retomada em grandes proporções, com o desejo do consumidor por bens de maior valor agregado simbolizando uma conquista. Com novos motivos para a compra de um carro e a descoberta do veículo cada vez mais no ambiente on-line, a digitalização do processo de compra se torna ainda mais fundamental”, afirma Gustavo Pena, head de negócios para a indústria de mobilidade do Google Brasil.

Comprar o carro dos sonhos é o motivo de 17% de quem quer um carro em 2020. A pandemia também traz outros motivos para a compra, como a intenção de passar a viajar de carro, para 12% dos compradores, e o receio de ter contato com outras pessoas em transportes compartilhados.

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Fabricantes de automóveis já começaram a anunciar promoções da Black Friday (Imagem: Ford | Reprodução)

Todos os motivos listados são legítimos, mas, antes de comprar um carro na Black Friday, é importante:

1. Conhecer suas necessidades

Não adianta perder tempo analisando as características de um BMW X5 e de um Fiat Mobi. Então, liste o que é imprescindível para que um veículo te atenda bem. Você precisa de um porta-malas grande? Anda em estradas de terra?

Quer velocidade? Roda muito na cidade ou usa o carro para viajar? Consumo é um item importante para sua realidade financeira?

Definidas as principais características, você deve optar por uma categoria. São exemplos de categorias: sedã (que oferece bons porta-malas e estabilidade), compacto (no geral, modelos com baixo consumo e facilidades para centros urbanos), SUV (formada por veículos capazes de enfrentar com certo conforto as irregularidades dos pisos e que oferecer bom espaço interno) e esportivo (para quem prioriza desempenho).

2. Saber quanto dinheiro você pode investir

Ter um valor base é fundamental para comparar e comprar carros na Black Friday. Vale lembrar que um veículo custa muito além do preço definido pelo mercado. É preciso considerar também os valores de manutenção, seguro, impostos, como o IPVA, financiamento e combustível antes de escolher um novo modelo.

Especialistas explicam que o veículo não pode comprometer mais que 30% da renda de seu proprietário. Isso considerando as despesas com financiamento e manutenção.

Calculada a quantidade de dinheiro que você pode dispor para o comprar um veículo – e considerando uma categoria específica – você tem um bom norte para fazer a pesquisa.

3. Carro novo x usado

Outro ponto que deve ser considerado no momento em que o consumidor vai comparar carros é se ele está disposto a comprar carros novos ou seminovos. Isso porque, se a opção for por carros seminovos, o leque de opções fica mais extenso.

Por outro lado, as condições de pagamento normalmente são melhores para os modelos recém-fabricados.

Definidos os três parâmetros listados acima, é hora de buscar informações.

4. Antes de comprar um carro na Black Friday, ler sobre os modelos de interesse

Existem inúmeras plataformas onde você pode conhecer as características dos carros. É o caso do AutoPapo, que disponibiliza fichas técnicas de todos os modelos de marcas presentes no mercado. Nos documentos você encontra, por exemplo, o consumo dos modelos com base nas medições do Programa de Etiquetagem Veicular do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro).

Além disso, há páginas onde você pode colocar até três modelos para fazer o comparativo.

Outra boa dica é ler as análises de jornalistas especialistas. Os profissionais podem chamar atenção para diferenciais pouco explorados pelo público, como a segurança. Escolhido o melhor modelo para suas necessidades e desejos, é hora de comparar os carros disponíveis.

5. Comparar as opções disponíveis

Dois veículos usados do mesmo ano/modelo podem apresentar estados de conservação bem diferentes. Por isso, é preciso checar cada detalhe. A pintura está muito arranhada? E os bancos? Estão com aspecto limpo?

Os acabamentos estão em ordem? Os pneus são todos iguais? E o estepe, está no lugar? Será que um dos modelos não tem equipamentos a mais? Qual das opções tem a quilometragem mais baixa? A cor de um deles é mais tradicional?

Para ter certeza de que o carro está em boas condições, vale a pena levá-lo a uma oficina mecânica.

Preço

Também vale a pena pesquisar o mesmo modelo em mais de uma plataforma para entender se o valor cobrado pelo veículo de seu interesse está na média do mercado.

Outra dica é filtrar a consulta por cidades próximas à sua. Numa mesma região podem existir diferenças consideráveis de valor.

Comprar carro usado na Black Friday: prefiro pessoa jurídica ou física?

O Advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor Lucas Marques explica que tanto em uma relação de consumo quanto em uma relação civil não há o que se falar em perda ao direito de garantia. O que muda na relação jurídica são as regras legais de regência do contrato.

Quando pessoas físicas realizam a compra e venda de um veículo, se trata de uma relação puramente civil, regida pelo Código Civil (Lei 10.406/2002) e não pelo Código de Defesa do Consumidor. Assim sendo, o prazo de garantia legal será de 180 dias para bens móveis.

“Se a garantia de fábrica do veículo ainda não tiver se esgotado, ainda que a venda tenha se dado entre civis, a garantia passa para o novo proprietário do veículo, podendo ele usufruir pelo tempo que restar”, adiciona o especialista.

Conhecer o histórico do carro

É simples evitar uma cilada comprando um automóvel pela internet. Isso porque, com a placa e o Renavam do modelo escolhido, é possível, por meio do Sinesp Cidadão, conhecer o histórico do carro e conferir se ele foi furtado, roubado ou se tem alguma pendência junto aos órgãos de trânsito.

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