Em entrevista nesta terça-feira (23), Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, associação que reúne as montadoras de carros no Brasil, admitiu que a crise financeira do setor provocada pela pandemia pode fazer com que novas regras de emissões de poluentes e de adoção de mais equipamentos de segurança nos carros nacionais sejam adiadas.
Segundo Moraes, estava previsto um uma soma de investimento de cerca de R$ 40 bilhões pelas diversas montadoras que têm unidades no Brasil. Desse valor, por volta de 1/3 é destinado ao que ele chamou de “marcos regulatórios”, ou seja, para o desenvolvimento de novas tecnologias para atender às regras estabelecidas pelo governo.
Uma dessas regras que está prevista para entrar em vigor, por exemplo, é adoção de controle eletrônico de estabilidade e tração para todos os carros vendidos no Brasil em 2022. Outra regulamentação que entrará em vigor no mesmo ano é o Proconve P8, que exigirá que os modelos à venda poluam menos.
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Moraes ainda explicou que algumas montadoras tiveram uma queda de até 90% do seu faturamento, então é normal que ela tenha que congelar alguns investimentos, já que o dinheiro do caixa vai pra pagar fornecedores e folhas de funcionários.
“Nós não somos contra o regulatório. Participamos da construção de prazos e limites. Nós somos a favor de veículos mais seguro e com menos emissões. Mas somos capazes de fazer isso agora? Essa é a duvida que temos que discutir nesse tema”, explicou o presidente da Anfavea.
Moraes ainda questionou se, no cenário econômico pós-pandemia, o cliente poderá pagar por esses novos itens que serão acrescentados aos carros.
Medidas do governo
O presidente da Anfavea também falou sobre a queda no mercado em meio a crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus. Em relação ao ano passado, as vendas de veículos novos, pesados e máquinas agrícolas deverá ser 40% menor.
Morares alertou que as medidas tomadas até agora pelo governo federal foram positivas, mas é hora de ir além.
“Temos que achatar a curva da recessão. Quanto mais demorarmos para tomar medidas, mais aumenta o risco de desemprego”, afirmou o executivo. Ele falou que diversas alternativas estão na mesa de negociação e exemplificou por exemplo, em uma redução de imposto como o IOF, que incide sobre operações de financiamento.
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